Cinco

1750 Words
César Seis meses se passaram, eu estou livre à seis meses, estou inebriado de tanta felicidade, minha mãe está recuperada setenta e cinco por cento, das escaras que estavam nas costas estão desaparecendo e com ajuda de Túlia, que é fisioterapeuta e agora mora conosco, a recuperação está sendo maravilhosa. Evito o máximo em ir em Campo Limpo, para não ver o Getúlio e obviamente finjo não conhecê-lo, o corpo ferve, esfria o sangue, a boca fica seca, porém controlo todo o ódio que habita em mim, quando recordo toda a situação que passei, todos os choques elétricos, as surras desnecessárias, o trabalho árduo, que fui humilhado e obrigado a fazer, para não morrer. Sinto sangue na minha boca, um gosto do amargo de perder cinco anos trancafiado, sendo observado pelos capangas contratados pelo Getúlio. Uma certa noite, estava sem dormir, por que o Vini, não pode entrar, para trazer notícias da minha mãe, o Jiló, me chamou de " Caladinho", pois não criei vínculos dentro da cadeia. "Deixa eu fazer um risco nessas pernas" " Vai querer o quê?" "Deixar eu riscar seu corpo, para ganhar dinheiro dos outros." Fiquei em pé mesmo e senti as pinicadas da agulha, Jiló só faltava ter uma sala somente para ele, que com certeza, seria o seu estúdio de tatuagens, depois da primeira, para amenizar minha dor, eu ficava na madrugada para Jiló desenhar, não escolhi nenhuma tatuagem, deixava nas mãos do artista. E mesmo com essa aproximação com o Jiló, não éramos amigos e nem inimigos, eu era o reflexo do trabalho dele e as dores que eu sentia, ajudavam a buscar um equilíbrio psicológico que eu não tinha. - Filho. - Dona Clotilde, o que fazes por aqui? - a peguei pelo braço, ela anda com andador. - Vim ver meu filho amado, lindo, generoso e tão lindo quanto antes. - Ser mãe é isso né, mentir para os filhos. - Sabes que é lindo. Só peço que não se desenhe mais, até seu pescoço tem riscos e essa caveira nas costas sinto medo. Gargalho tão alto, que percebo o eco que provoco. - A senhora é minha inspiração da vida, minha Clô. -Eu estava perguntando a Túlia se ela poderia ter filhos, ela disse que não, então, ela não pode ser minha nora, mãe dos meus netos. - Tem pluralidade nessa sua fala. - Foi um erro ter dito só você, porém a desilusão amorosa que sofri com seu pai, me causou uma mulher tão carregada de mim mesma e não deixei ninguém mais se aproximar. - Quer adotar um filho? - Quero netos. Não me importo se a minha nora, vier com filhos, desde que você faça sua menininha, pra mim tá ótimo. - Hummmm... na sua mente, já está tudo resolvido. - Com certeza. E quando eu puder viajar, quero a Túlia comigo amei essa menina. - Irei com todo prazer Clô. - Túlia fala atrás de nós, no escritório. - Eu iria dar uma bronca que saiu sem me dizer nada, mais como vamos viajar juntas , já está perdoada. - As duas riem. Túlia virou uma irmã, desde que disse que era Fisioterapeuta, eu fiz o convite dela cuidar de minha mãe, ela não pestanejou, veio dois dias depois, para morar, já que estava procurando um trabalho, mais tranquilo, palavras dela. Resumi um pouco a situação que passei e no mesmo dia encontramos Getúlio na tenda, percebi que ele ficou interessadíssimo em Túlia, porém ele não sabe que é o Tércio que jogava handebol no ginásio da escola. - Túlia, fiz o depósito... - César, para, "tá". Dona Clô, peça para seu filho, parar de ser chato. - Túlia, minha filha, és merecedora, sua dedicação a mim, é indiscutível. - A senhora vai me fazer chorar, porém preciso contar algo a senhora. - Túlia, não precisa... - César, eu não me importo. Saí do escritório e deixei as duas conversando, Túlia faz questão de contar sobre a transição. Olho para o celular e vejo uma mensagem da Lívia, minha amiga, está chegando. LÍVIA Voltar para o Brasil, é uma forma de morrer a cada segundo, tristemente perdi minha avó, da forma mais c***l e macabra. E depois da minha formatura, sai do país sem olhar para atrás, contudo, logo que o César foi preso e tia Clô acidentada, fiz de tudo para ajudá-los, mesmo de longe cuidava deles e fui até umas vezes visitar o César, pois Vini sempre me informava, o que se passava. Sabemos que o Getúlio era culpado por tudo, porém nunca entendemos o motivo que levava o Ceck, não acusá-lo. A prisão de César, foi uma bomba atômica, ele perdeu o doutorado e mesmo com diploma de ensino superior, foi tratado como um esquecido do mundo, não sabemos como, mais Getúlio conseguiu, forjar até sobre isso, estava tudo maculamente calculado e posto em prática. Hoje volto, por que quero ajudar o Ceck na sua vingança, fui vítima do Getúlio, ele me dopou e acabou me estuprando, porém um vídeo na época, mostra que eu dei em cima dele, entretanto, era nítido, que algo estava errado, pois, fui a única que ficou mais soltinha e todos beberam o mesmo drinque. E isso fez perder o Cícero, apesar de ser mais velha, era ele que me fazia bem, maravilhosamente e até hoje nunca encontrei um homem que me deixasse em êxtase, só de pensar do nosso contato íntimo, me masturbo sempre, era surreal aquilo que um garoto fazia e eu com vinte anos, fui a primeira mulher do Cícero e depois do nosso afastamento não sei se ele, ainda me deseja mais eu sei muito bem o que ainda quero. - Lilith... - Ahhhhh, esse apelido não Ceck. - Cada dia mais linda, Lívia, que bom revê-la. - Meu Deus que homem mais lindo, amigo, a cadeia te ajudou. - Paiaça. Saímos abraçados, conversando, em direção ao estacionamento, vê-lo sorridente me deixa feliz, ele ainda me deixa de calcinha molhada e bem aflorada. - Ceck, ainda me deseja como mulher? -Uau! Lilith, atacando de novo. - César, não me chama assim, esse apelido só apareceu depois do meu erro com aquele lá e você sabe muito bem o nome. - Não, amiga. - Não o quê? - Não a desejo como mulher. - Você não me perdoou, pelo que aconteceu? - Lívia, eu a amo por cuidar de mim e da minha mãe, por toda dedicação e na época que estávamos juntos, já deu o que tinha que dá... Nem deixei, ele terminar, aproveitei que o carro parou no semáforo e o beijei e fiz ele perceber o tanto que estava úmida. - Lívia, eu não.. - Eu não aguento de saudades do jeito que fazia, tão novo e sabendo deixar uma mulher mais velha com as pernas bambas, eu sinto falta, me usa, por favor, me dê essa alegria, quero gozar de verdade e somente você sabe fazer. Ele se afastou e dirigiu, ficou em silêncio em todo o trajeto, chegamos em sua casa e ao adentrar vejo uma loira linda, nem presto atenção no que a tia Clô fala comigo, que está bem forte para quem ficou moribunda por quatro anos. - Lívia, está tudo bem? - Estou feliz por ver a senhora em pé, com saúde e mais linda ainda. A abraço e me frustro por entender que agora o Ceck tem alguém e eu perdi essa parada. GETÚLIO Sem paciência, estou no meu estopim, cada dia que passa, não encontro nada sobre o César, estou me sentindo um ridículo, atrás daquele cara, parece que entrou em um buraco, junto com a mãe. A delegacia está tranquila, tudo na paz, pedir uns meses de férias quero fazer um curso fora do Brasil e seria maravilhoso levar uma carne de chave de perna para fazer minhas vontades, mais ultimamente comer as mesmas, estão me deixando mais frustrados, quando quero pegar pesado, tenho que sair fora da cidade e pago prostituta profissional, porém todas reclamam do jeito que faço, "vai devagar" "Eu sou de carne e não de ferro", o c****e fica mole na hora, eu prefiro ir embora, senão comento uma loucura. Vou na espelunca, pegar minha panqueca, nem minha rainha, conseguiu reproduzir o tempero da velha alvoraçada. O bar tá cheio como sempre. - Oi, Getúlio. - Lídia, cadê sua irmã? - Tá lá dentro da cozinha com a Sátira. Quer o mesmo? Quem é essa mulher? Nem ouço o que Lídia fala e passo para cozinha em questão de segundos. - Que susto seu filho da... A moça deixou um prato cair. - Desculpa, Laênia. Não quis te assustar. - Sátira esse é o delegado da nossa cidade, Gegê. - Getúlio, Laênia... - É Gegê, Gegê, Gegê... Eu lavei esse p***o murcho, posso chamar como eu quiser. A moça dar um sorriso que meu c****e fibra, sinto gosto amargo na boca, porque estou agindo assim? - Satisfação, senhor delegado. - Ela Gegê, gosta da mesma panqueca que você. - Sem pimenta... - Com mais pimenta. - Hummmm, gosta de coisas quentes. - Lala, pega a vassoura, tirar logo esses cacos aqui. Fico a observando, ela é tudo que nunca quis na cama, mais o meu corpo é traidor, salivo só de olhar, o decote, a b***a grande, as coxas, p**a que pariu, meu c****e pulsa, sinto vontade de sufocá-la até gozar. Será que ela daria uma mediana, pois tem corpo, para servir um homem com muita vontade como eu. - Gegê, Gegê. Saio do meio devaneio. - O que é Lala? - Eu que disse: "até logo". - Ok. Não sou de cordialidade, mas a queria vê-la de pernas abertas. - Getúlio, deixe de ser monossilábico, convide a Sátira para conhecer a cidade, ela já tem tanto tempo aqui e não conhece nada, somente, casa, trabalho e as noites quando não chega cansada, vem aqui comer. - Não se incomode. - Ela fala e meu p*u pulsa. - Olha, moça se eu não fizer isso, essa criatura, irá me infernizar até quando morrer. - Até que enfim, Laênia, serviu para alguma coisa. Ao sairmos da cozinha, encontro o pastel e alguns policias, Lala, falando os lugares que eu devo apresentar a moça e eu só pensando em fodê-la. - Poderoso, não me fala que é mais um preta, pedindo caridade? Meu corpo ferve, vejo a mulher saindo pela porta, volto anos atrás quando Lívia me expôs ao ridículo na frente de terceiros e o resultado não foi nada agradável.
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