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O caminho para o seu coração

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Blurb

Cecilia Wright perdeu o direito de escolha, quando seu pai morreu a mais ou menos dois anos atrás. E ela se viu em uma armadilha, um casamento arranjado. E que foi preparado por sua própria tia. Ela ira precisar casar com Tyler Barnett, um empresário de lojas de roupas mundialmente conhecidas, tanto nos Estados Unidos, quanto na Inglaterra.

Tyler é um homem comum, não é como os dândis da época, apenas um homem classe trabalhadora. E seu único desejo no casamento com Cecilia e ser um de uma família da aristocracia, para mostrar a família do seu falecido pai, que ele é melhor e não apenas um pobre bastardo.

Enquanto Tyler busca pela respeitabilidade e reconhecimento, Cecilia está em busca de uma forma de ser livre. E acordo entre eles é simples, ter um casamento de aparências. Assim que ela gerar o herdeiro, Cecilia então poderá ir embora para onde desejar. Mas, a cada dia que os dois convivem juntos, começam a se conhecer de verdade e talvez, Tyler esteja prestes a ser fisgado pela doçura de Cecilia.

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Capítulo 1
Cecilia olhou uma última vez para o quadro do seu pai, na galeria de retratos da família Wright. Estava na mansão da sua família, no interior da Inglaterra. Ela fitou os traços elegantes do seu pai, que já havia falecido há dois anos. E sua madrasta se casara com o próximo herdeiro do condado de Bedfordshire. No caso, era seu tio Noah, irmão do pai de Cecilia e como ela era a sua única filha, não poderia receber o título. E nesse período em que seu pai morreu, depois de um ano de luto, Cecilia foi obrigada a se casar com o visconde Townshend. Tudo por indicação do seu tio. Na verdade, o casamento fora forçado entre as duas partes. A família do seu marido estava falida e tio Noah queria ajuda-los, pois eram velhos amigos. No final, o marido de Cecilia se mostrou um homem rude e grosseiro. Ele era jovem, mas tinha atitudes autoritárias. Não bebia, fumava ou jogava, pois abominava esses comportamentos, que era comum em seu pai. Cecilia acreditou que estaria no céu com um marido tão responsável, mas nem tudo eram flores. Sua madrasta, Isabella, era uma mulher muito vaidosa. Casou-se com o pai de Cecilia quando a mãe dela morreu, quando ela tinha dez anos de idade. O casamento fora conturbado e cheio de brigas, pois Isabella era uma mulher fútil e exigia de Jacob muitas coisas. Joias, festas, vestidos, sapatos novos. Tudo que ela poderia pedir, ela pedia. E é claro, com ela veio sua filha de outro casamento, Anelise. Ela era uma jovem tão parecida com sua mãe, não só na aparência, mas na personalidade. E o seu alvo favorito, para descontar suas frustrações era Cecilia. A vida dela não foram fácil depois que perdeu sua mãe. E ter de aturar Isabella e Anelise era um martírio. E casando, acreditou que tudo estaria bem, que poderia se livrar da sua família e nunca mais vê-los, mas estava completamente enganada. Seu marido, Richard, havia pedido a anulação do casamento, pois não havia sido consumido, além do fato de odiá-la sem o menor motivo aparente. E como ele havia conseguido reerguer o nome da sua família através de negócios que investiu na ferrovia dos Estados Unidos, ele devolveu o dote que Cecilia havia pagado pelo casamento. Ela nunca sofreu tanta humilhação em sua vida. E ela somente tinha vinte anos. - Isso tudo é culpa sua! – Isabella gritava a plenos pulmões, no salão rosa. O salão não tinha esse nome sem um motivo. Era por todos os móveis e as paredes serem desse tom. Era uma visão enjoativa, ainda mais pelo fato de Isabella estar usando um vestido com mangas bufantes e saias amplas, no mesmo tom rosado da mobília. Por ser loira, ela poderia se camuflar no ambiente facilmente. Cecilia prendeu o ar, diante da fúria da sua madrasta. Por que seria culpa dela, afinal? Ela tentou ser uma boa esposa, mas seu marido nem a tocou. Richard a acusou de ser frígida, mas ela sabia que algo estava errado. Ela sentia desejo por ele, por seu um homem muito bonito, mas infelizmente era somente seu exterior que era encantador. Por dentro, era um homem odioso e autoritário. Se alguém era frígido na relação, era ele. Mas, Cecilia não teve coragem de expor esse pensamento. Fora criada para suprimir qualquer comportamento indecoroso. Tentou ser como sua amiga, Alice Thompson, mas não sabia ser uma mulher desinibida e corajosa como ela, que se casou com um banqueiro de Wall Street. E estava do outro lado do oceano com Joseph Gordon, um dos maiores magnatas de Nova York. - Como pode ser minha culpa? – Cecilia protestou, fazendo com que Isabella arregalasse os olhos diante da impetuosidade da jovem – Eu não tenho culpa se ele não quis consumar o casamento. Eu tentei desde o primeiro dia me deitar com ele, mas ele não me quis. Isabella demonstrou desdém diante da explicação de Cecilia. - Ora, mas isso é culpa sua, de fato. Não é atraente. Tem olhos claros demais e cabelos castanhos tão sem vida – ela apontou de forma grosseira, para magoar os sentimentos da jovem. Cecilia mordeu os lábios com força diante daquela constatação. Richard havia dito isso a ela. E acrescentou o fato de que ela não tinha um corpo atraente. Era magra, sem muitas curvas. Ela nunca se sentiu tão humilhada em toda sua vida. - Mas, agora já está feito. Seu nome esta na lama – Isabella disse, olhando para as unhas, com um ar irônico. Voltou a olhar Cecilia, parecendo estar planejando alguma coisa – Sabe como você já é a vergonha da família e pode manchar o nome da minha filha, tenho algo que você pode fazer. Cecilia não gostou do tom que sua madrasta utilizou. Era malicioso.  - E o que seria? – ela perguntou receosa de que fosse algo que não pudesse fazer ou que se envergonhasse. - Precisamos do apoio de Tyler Barnett – ela respondeu, enfatizando no nome do cavalheiro – Ele é um rapaz rico e investe em grandes cadeias de lojas de roupas nos Estados Unidos e abriu algumas em Londres. Ele esta trazendo o progresso para nosso país, como seu tio frisou. Para mim, não é nada bom ter alguma relação com a classe trabalhadora, mas a nossa família já não tem tanto prestigio ou dinheiro para manter as propriedades em Bedfordshire. Quem dirá a casa de temporada em Londres. - Mas, eu acreditei que estivéssemos estáveis – Cecilia se horrorizou com a revelação de Isabella. - Acha mesmo? Seu tio é um jogador costumas e tem má sorte. Além do mais, nossa vida é de alto padrão, não podemos nos dar ao luxo de não comprar roupas, sapatos e dar festas. Então, precisamos de alguém que traga o dinheiro até nós, urgentemente. E mais uma vez, Cecilia estava sendo colocada diante de um casamento forçado, por contrato. Não teria amor e possivelmente poderia ser passada para trás pelo marido. E afinal, quem iria se casar com ela, sendo seu casamento fora anulado, depois de seis meses casada? Alguém diria que ela era uma mercadoria estragada. E com certeza, nenhum cavalheiro desejaria desposa-la. Foi exatamente isso que expos a sua madrasta, pois esperava que no final de tudo, ela pudesse pegar seu dote e viver em um chalé respeitável ali mesmo, em Bedfordshire e ser uma solteirona para o resto de sua vida. Era melhor assim, do que ser tratada com tanto desrespeito. Ela sabia que a mentalidade da sociedade era algo que dava desvantagens enormes para as mulheres, mesmo tendo sufragistas lutando pelos direitos das mulheres. Ainda assim, era uma minoria que defendia os direitos das mulheres e elas continuariam sendo oprimidas pelos homens, mesmo que a causa tivesse avanços consideráveis. Enquanto houvesse homens do parlamento que pensavam pouco das mulheres, elas ainda seriam apenas vistas com uma mercadoria a ser negociada. - E você acha que eu me importo com isso? – Isabella perguntou, quanto ao que Cecilia disse sobre sua reputação estar arruinada devido a anulação do seu casamento – Aliás, tenho certeza que Tyler Barnett não vai se importar com sua reputação. Com certeza ele deseja ter um titulo, afinal, veio das ruas, da pobreza. Da ralé. Então, ele não vai hesitar em casar com você. Cecilia sentiu o coração opresso. Ela seria vendida mais uma vez. E como escapar disso? Ela não tinha nada que pudesse fazer. Poderia viver como professora de piano, mas com certeza teria que viver na casa de nobres e ninguém a contrataria com sua reputação. Depois que teve aquela conversa desagradável com sua tia, Cecilia rumou para o escritório do seu tio Noah. Ele a recebeu com um sorriso afável. Tinha grandes olhos azuis e cabelos castanhos, como os do seu pai. - A que devo sua visita, minha querida sobrinha? - ele perguntou, atrás de sua escrivaninha, fumando charuto. O cheiro recendia no local e deixava Cecilia com as narinas e olhos irritados. A fumaça era algo que parecia fazê-la espirrar a cada instante. E foi o que aconteceu. Ela ficou com os olhos cheios d’agua, enquanto segurava um lenço sobre o rosto. Seu tio Noah percebeu esse fato e se levantou da cadeira, para deixar a janela aberta. Ficou próximo a batente, com um olhar de desculpas. - Me perdoe – ele pediu, sincero. - Está tudo bem – Cecilia disse, fazendo um aceno com a mão, como se quisesse esquecer-se daquele assunto. - Muito bem, em que possa servi-la? – ele perguntou, soltando a fumaça do charuto na janela. - Eu gostaria de saber se o milorde permitiria que eu vivesse no campo, com o dote que recebi do meu pai – ela respondeu, sentindo-se ansiosa. Ele fez uma careta. Não parecia agradado com a ideia dela. - Infelizmente, minha sobrinha, eu precisei usar seu dote para pagar algumas dividas – ele disse, com a voz cheia de pesar. Cecilia sentiu a raiva crescer dentro do peito – Sua tia Isabella não a informou que temos o desejo que se case novamente? Ela havia dito que seria o único jeito, para salvar nossa família. Cecilia não acreditava no que estava ouvindo. Como em quase dois anos do falecimento do seu pai, eles estavam enfrentando problemas financeiros? E por que ela teria que consertar a bagunça deles? - Eu não gostaria ter de me casar novamente, tio – ela disse, controlando sua irritação – Prefiro permanecer solteira. Tio Noah fez uma careta e espremeu os lábios em uma linha fina. - Não sei você entende minha sobrinha, mas não podemos sustentar você. Se não se casar logo, estaremos com certeza na ruina. - E por que minha prima não se casa? – ela perguntou, demonstrando toda sua irritação. - Tenha modos ao se dirigir a mim – ele disse em tom cortante – E sua prima esta a procura de um marido, com toda certeza. A todos nós e exigido sacrifícios. - Mas, o senhor não faz sacrifícios, não é mesmo? – ela murmurou. - Como disse? – Noah perguntou, com as bochechas vermelhas, de repente. - Nada – ela retrucou. - Bom, espero que colabore com sua família. Não posso sustentar três mulheres que só sabem trazer despesas para a casa. Se for somente isso que veio tratar, saia e fecha a porta, por favor. Ele a dispensou, dando as costas para ela. Com certeza, ele estava a evitando. E parecia temoroso de enfrenta-la. Na realidade, tio Noah era medroso e não conseguia se impor diante das mulheres. Usava da sua amabilidade para não ter que enfrentar a fúria de uma mulher. * Cecilia tentou acalmar a si mesma, sentada no banco de ferro, do jardim da mansão da família Wright em Londres. Já fazia duas semanas que seu casamento fora anulado. E ela não saia da mansão para nada, nem para um simples passeio. Temia a opinião publica e de ser alvejada pelos seus pares. Com certeza, eles a parariam apenas para falar m*l dela, ou fariam como muitos que comentavam sobre ela pelas costas. Era insuportável estar naquela situação. Não era como se ela fosse à culpada de seu casamento ter acabado. Richard era o maior culpado por isso, não ela. Não foi ela que não desejou consumar o casamento e não foi ela que pediu a anulação. Ela apertou os punhos com força, sentindo suas unhas afundarem na carne. Aquela noite Isabella iria oferecer um jantar e convidou algumas famílias importantes, além de convidar Tyler Barnett. E Cecilia estava convocada a aparecer. Havia o risco de ela ser completamente ignorada, mas Isabella precisava tentar aproxima-la de Barnett. Cecilia tentou recusar de todas as maneiras possíveis, mas foi ameaçada por Isabella. Ela disse que se Cecilia não colaborasse e tentasse fisgar a atenção de Barnett, ela estaria em sérios apuros. O que significava que seria enxotada para fora de sua própria casa. Então, ela esperou até escurecer para entrar em casa. Foi direto para biblioteca, antes de pensar em se arrumar. Afinal, o jantar somente seria servido as oito em ponto. E ainda eram seis da tarde. Cecilia entrou no cômodo e passou o dedo indicador pelas lombadas de livros e escolheu ler O Conde de Monte Cristo. Era um dos livros favoritos do seu pai. E Cecilia já o lera tantas vezes sem conta. E adorava a história dele, por ter sido preso injustamente. Toda a reviravolta da trama era envolvente e intrigante. E era disso que ela precisava. Com o livro em mãos, ela sentiu em uma poltrona de tecido tweed e passou a mergulhar no universo daquele livro. m*l notou o tempo passar e a porta da biblioteca ser aberta.

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