🖤 NARRADO POR ALEXANDRE (PLAYBOY) — “O CONTROLE, O DESEJO E A PORTA FECHADA” de O rádio chiou no criado-mudo. Aquele som metálico, seco, que rasga o silêncio como uma lâmina cega. Abri um olho, sentindo o peso do mundo voltar para os meus ombros. A luz da manhã era um feixe pálido, filtrado pelas cortinas que a Suzana pendurou. "O sol entra agressivo demais", ela disse. m*l sabe ela que a agressividade não vem do sol, vem de quem vive na sombra dele. Senti a pressão no meu peito. Suzana dormia atravessada, o corpo entregue, pesado de um jeito que só quem confia cegamente consegue ficar. Ela estava nua. Totalmente nua sob o lençol que já tinha se perdido entre as pernas dela durante a noite. Ver a Suzana dormir era ver um milagre que eu não merecia. Ela não tinha cálculos, não tinha de

