NARRADO POR SUZANA — “A QUÍMICA DO CAOS (OU COMO QUASE EXPLODIR UM CHEFÃO)” Acordei com o silêncio da casa e um vazio no estômago que nem o beijo de ontem que, aliás, ainda estava reverberando na minha cabeça feito eco em gruta conseguia preencher. Olhei em volta. O Playboy tinha sumido. Provavelmente foi fazer coisas de "homem perigoso", tipo olhar feio para as pessoas ou limpar fuzis com olhar de psicopata. Eu estava entediada. E Suzana entediada é um perigo para a sociedade e para o patrimônio privado. — Ele disse que eu podia ficar à vontade, não disse? — perguntei para a samambaia da sala. Ela não respondeu, o que tomei como um "sim, Suzana, arrase". Fui para a cozinha. Era tudo tão limpo e organizado que me dava agonia. Parecia um cenário de revista de decoração para pessoas que

