NARRADO POR PLAYBOY — CONTINUAÇÃO Eu virei as costas antes que minha boca cometesse outro crime ou que minhas mãos decidissem que a cintura dela era um lugar seguro para se apoiar. Atravessei a sala a passos duros, sentindo o assoalho estalar sob o meu peso, cada fibra do meu corpo em alerta máximo. O sangue fervia num nível ilegal para as sete da manhã. — Eu vou enlouquecer… — murmurei para as paredes, a voz saindo como um rosnado de bicho acuado. Entrei no quarto e bati a porta com uma força que fez os quadros tremerem. Encostei a testa na madeira fria, sentindo o coração martelar no peito. Respirei fundo. Uma. Duas. Três vezes. Nada. O gosto de sal e de atrevimento dela ainda estava impregnado nos meus lábios. Fui direto para o banheiro e liguei a torneira no máximo. Joguei água no

