NARRADO POR SUZANA — “O DIA EM QUE EU FIQUEI DE CASTIGO (PORÉM LINDÍSSIMA)” Eu fiquei olhando pra porta fechada. A porta fechada ficou olhando pra mim. Eu e a porta, num duelo silencioso de quem desistia primeiro. — Ele mandou eu ficar no quarto… — murmurei, abraçando a camisa que ele tacou em mim. — No quarto. Quietinha. Parada. Sem respirar forte. Sem lutar com eletrodoméstico… Eu torci a boca. — Como se eu fosse um RINOCERONTE SELVAGEM. A camisa dele estava na minha mão. Preta. Cheirosa. Cheirosa de ele. Eu encostei o tecido no rosto. Cheirei. E dei um sorriso bobo. — Moço cheiroso da p***a… Aí botei a camisa no corpo. A camisa dele ficou gigantesca em mim. Parecia que eu tinha sido engolida por um urso estiloso do crime organizado. Levantei os braços. A camisa balanç

