NARRADO POR ELE — CONTINUAÇÃO Suzana sumiu no corredor com a velocidade de quem acabou de quase morrer pelas próprias palavras. Eu fiquei ali. No silêncio. No frio da manhã. No caos visual da minha cozinha, destruída por uma mulher que aparentemente luta contra as leis da física diariamente. Respirei fundo. Olhei o café queimado, a panela possuída, o açúcar espalhado como se tivesse nevado dentro da p***a da minha casa. — …não. — murmurei. — Essa mulher não pode ficar aqui. Eu vou enlouquecer. Peguei minha cerveja da geladeira sim, às sete e nove da manhã; quem manda no morro não tem horário pra preservar o fígado e dei um gole longo. A espuma gelada desceu queimando o estômago, mas melhor do que beber o líquido radioativo que ela chamou de café. A casa voltou ao silêncio norm

