NARRADO POR ELE — O AMANHECER DO INFERNO PARTICULAR Acordei com um barulho. Barulho alto. Barulho ritmado. Barulho de quem tá tentando destruir a minha cozinha às sete da manhã. Abri os olhos devagar. Respirei fundo. — …não. Não é possível. Porque EU não faço barulho. Minha casa não faz barulho. Ninguém respira barulho no meu território. Joguei a perna pra fora da cama, sentei na beira, esfreguei o rosto. Cueca preta. Frio da manhã batendo no peito. Silêncio que virou uma ameaça. E então… PÁÁÁÁÁÁÁÁN. Eu levantei na hora. Andei pelo corredor com o andar de quem tá indo matar alguém por esporte. Cheguei na porta da cozinha. E o que eu vi… O QUE EU VI… Foi o tipo de coisa que faz um homem reavaliar a própria fé. SUZANA. NA MINHA COZINHA. Descalça. Com a minha camisa. Ca

