O PREÇO DO ERRO (E O PLAYBOY NÃO DESCONTA EM PALAVRA) Alexandre “Playboy” Vieira O dia ainda estava frio quando Sombra apareceu na porta do QG com a cara de quem carregava notícia r**m. Aquele tipo de expressão que até bandido experiente evita. Porque notícia r**m na minha mesa não traz só tensão. Traz consequência. Ele parou na porta, não entrou. — Chefe… preciso falar contigo. É sobre a Barra. Eu virei o rosto devagar, só o suficiente pra mostrar que ouvi. Sombra entendeu: podia entrar. Ele deu três passos e parou, rígido. — O informante da parte alta… o tal do Breninho… ele passou localização errada ontem. A milícia não tava fraca como ele falou. Tava armada e posicionada. Se a gente tivesse ido ontem… Eu ergui uma sobrancelha. — Se a gente tivesse ido ontem… o quê? Sombra

