capitulo 8

1757 Words

ALEXANDRE “PLAYBOY” VIEIRA — CAPÍTULO: O QUARTINHO O silêncio do QG estava do jeito que eu gosto. Frio. Mortiço. Cheio de expectativa de morte. Eu tava sentado na minha cadeira, braço apoiado no encosto, analisando o mapa da Barra como quem escolhe onde enfiar a lâmina primeiro, quando ouvi três batidas rápidas na porta. TOC. TOC. TOC. Não era hesitação. Era urgência. — Entra. A porta abriu e Caveira entrou. Rosto preto de fuligem, mão ainda suja de poeira, expressão de quem viu coisa feia — e gostou. — Chefe… — a voz dele era um rosnado — o Breninho já tá no quartinho. Eu fechei o mapa. Devagar. O “quartinho”. Alguns chamam de sala de contenção. Eu chamo de “aula”. É lá que eu ensino o tipo de lição que não se esquece nem no caixão. — Amarrado? — Sim, Chefe. — Respi

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