CONTINUAÇÃO Eu respirei fundo. Fundo demais. Aquela respiração que a gente dá antes de cometer um crime ou um milagre. — Chega. — soltei, firme. — Tu vai ficar aqui até eu descobrir o que tu realmente é. Ela abriu a boca na hora. — Eu? Eu sou uma pessoa! Uma civil! Uma mulher de bem! Uma— — Cala a boca, Suzana. — cortei. — Eu tô mandando. Não tô pedindo. Ela arregalou os olhos. E do nada, DO NADA, ela deu dois passinhos na minha direção, juntou as mãos como uma criança implorando por doce e disparou: — Me leva junto, por favor! Eu juro que não encosto mais em você… quer dizer, se eu não cair… e se eu cair eu tento cair pro lado, mas não garanto nada… Eu pisquei. Uma. Duas vezes. — Suzana… — falei com a calma de quem está prestes a explodir. — Para de falar. Antes que eu perca

