SOMBRA — CAPÍTULO: O DIA EM QUE A VIDA TESTOU MINHA PACIÊNCIA (E MEU ESTÔMAGO) continuação Saímos do quartinho naquele desfile macabro: Eu com o saco grande. Caveira com o sachê gourmet contendo o dedo. E aí, quando eu achei que tinha acabado? Claro que não tinha. Porque a vida gosta de me f***r em parcelas. — Sombra… — Caveira chamou, com a voz de quem tá lembrando algo importante e absolutamente horrível. — Ainda tem o resto do corpo, né? Eu parei no meio do corredor. Fechei os olhos. Respirei. Conversei com Deus, com Exu, com meu anjo da guarda demissionário. — Caveira… — falei devagar, igual professor tentando ensinar tabuada pra criança burra. — A gente já pegou a parte que pensa e a parte que aperta botão de elevador. Eu tô decretando fim de expediente emocional. Ele r

