ALEXANDRE “PLAYBOY” VIEIRA — CAPÍTULO: RONDA DO REI Eu voltei pro QG com a tranquilidade de quem tinha acabado de tomar água, não vidas. A porta se fechou atrás de mim. Silêncio. Meu silêncio. Tirei o casaco, joguei na cadeira de couro e abri a janela. O morro estava aceso, mas em clima de funeral — funeral que ninguém sabia que estava acontecendo. Quem manda… não precisa anunciar morte. O morro sente. Eu tinha acabado de colocar a arma sobre a mesa quando ouvi passos no corredor. Passos firmes. Conhecidos. — Entra. Sombra abriu a porta sem falar nada. Ele nunca fala antes de eu autorizar. É por isso que ele ainda respira. Ele ficou parado no meio da sala, postura reta, mãos atrás das costas. — Fala. — Chefe… já foi. A voz dele era grave, controlada. — O… corpo. Tá resol

