capitulo 38 Play boy

1612 Words

“O DIA QUE A PACIÊNCIA BATEU PEDIDO DE DEMISSÃO” Eu respirei fundo pela milésima vez naquela manhã sem sucesso, porque respirar perto da Suzana é tentar apagar incêndio com gasolina. Deixei a cerveja na bancada. Passei a mão no rosto. E falei sozinho, baixinho, irritado demais pra parecer humano: — Eu preciso sair daqui. Agora. Antes que eu pule da varanda ou case com ela sem perceber. Fui andando pro meu quarto. Cada passo era um protesto do universo, da casa, da sanidade. Entrei. Fechei a porta. E travei a fechadura como se estivesse prendendo um demônio do lado de fora. Joguei a cabeça pra trás, olhando o teto. — Ela destruiu meu QG… destruiu minha cozinha… e vai destruir minha vida se eu deixar… Abri o armário. Puxei a primeira camisa preta que vi. Preta porque o meu hum

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