CAPÍTULO — YASMIN (BRIGITTE): p**a NÃO DESISTE, p**a ADIA Cíntia tava me olhando com aquela cara de melhor amiga que sabe que eu sou uma merda ambulante, mas ama mesmo assim. Ela deu um gole no drink verde-radioativo dela, lambeu o canudo e soltou, sem dó: — Tá… mas e aí? Ela se inclinou, olho arregalado, curiosa igual fofoqueira profissional. — Tu vai desistir dele? Do Playboy? Eu comecei a rir. Não uma risadinha normal, de menina. RI alto. RI debochada. RI com escárnio, ódio, álcool e ego machucado. O som era um misto de sinos de igreja quebrados e lataria de carro amassada. Aquela risada que faz gente virar o pescoço pra ver qual doida soltou e qual mesa vai pagar a conta. — Desistir? Encostei os cotovelos na mesa, peito empinado, voz afiada. A voz de quem tá dando uma pales

