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Nas Garras de Alonzo: amor e vingança

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O plano de Alonzo Romano era vingar a sua família e isso envolvia exterminar Paola e seus irmãos. Ele a resgata no dia de seu casamento, mas seu plano falha quando Paola implora por sua vida e de seu irmão mais novo.

Paola é a princesinha do Cartel, viveu em meio a crueldade de seus irmãos e agora os viu morrer em sua frente, mas ela precisa salvar a vida do seu irmão mais novo, Rael. E para isso ela está disposta a viver sob o domínio de Alonzo.

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1. O dia do meu casamento
Paola O véu cai no meu rosto. Com o passar dos anos, o cheiro presente nele é o de morfo. Ele é velho, mas é da minha mãe. O que ela usou no dia do seu casamento. O cheiro dos lírios cobrem o chão de pedra enquanto a mulher resmunga atrás de mim. Ela está irritada por ter que trabalhar com o véu antigo quando um novo e mais bonito fica sem uso em sua caixa. Movo o pé, espremi um pétala de lírio rosa-claro no chão com o calcanhar. Flores funerárias para um casamento. Um m*l presságio. Não que eu precise de um. O fedor das flores revira meu estômago. Não foi assim que imaginei o dia do meu casamento. — Terminado — anuncia a mulher. Eu fico de pé, a pétala grudada no meu calcanhar. Eu não ligo. Olho para cima e encontro meu reflexo no espelho. — Ele não vai gostar do véu — diz ela. Ela é um borrão ao meu lado. Eu viro meu olhar, fazendo meus olhos focarem nela. Ela é rechonchuda e baixa e tem uma verruga na lateral do rosto com um cabelo preto e grosso crescendo dela. Mas não se deve julgar o livro pela capa neste caso. Ela é tão v***a por dentro quanto parece por fora. — Acho que ele terá que superar isso. — Você deveria usar o que ele enviou. Não me preocupo em responder, embora concorde. O véu foi um presente dos meus irmãos. Presente. Não, um presente não. É mais um ato de crueldade para me obrigar a usar o véu da minha mãe neste casamento falso. Ela bufa, vira-se para recolher o vestido, as chaves tilintando em seu cinto. Eu poderia pegá-los. Dominar ela. Essa parte seria fácil. O problema são os homens armados do lado de fora da porta. Passos barulhentos nas escadas anunciam a aproximação de soldados ao meu quarto na torre. Uma torre. Eles me trancaram na p***a de uma torre. Meus próprios malditos irmãos. Pelo que parece, eles estão esperando que eu resista. Eles vão me levar aos chutes e aos gritos se eu fizer isso. Além disso, sei que não devo desperdiçar minha energia com eles. Vou precisar disso depois. Para a noite de núpcias. Um homem diz alguma coisa, outro ri, pouco antes de eu ouvir um estrondo, como se algo batesse com força contra a parede. É então que isso acontece. O tiroteio explode logo além do meu quarto. Uma bala atravessa a grossa porta de madeira e quebra o espelho, quebrando meu reflexo em mil pedaços, me jogando para trás contra a parede de pedra. A mulher com a verruga grita. Eu me endireito. Tocando a nuca com uma das mãos, de alguma forma ainda consigo segurar os lírios. De repente, a porta é arrombada, batendo contra a parede enquanto homens fortemente armados e em uniforme militar invadem meu quarto. Uma nuvem de fumaça segue atrás deles, penetrando nos meus olhos. Eles se espalham, uma dúzia deles e não reconheço nenhum. Estes não são homens dos meus irmãos. A mulher está no chão chorando e soluçando. Eu apenas fico olhando para a porta enquanto outro conjunto de passos se aproxima, mais silencioso agora. Este não está com pressa. E eu sei no instante em que ele entra na minha linha de visão que ele está no comando. Ele é quem deve me preocupar. O único que está mascarado. Ele para dentro da sala, examinando-a, observando cada soldado, cada pedra, cada teia de aranha. E quando profundos olhos verdes pousam em mim, um peso cai na minha barriga, um bloco de cimento de cinquenta quilos. A mulher com as chaves se levanta, tropeçando nas palavras enquanto caminha em direção a ele. Ele olha para ela como se estivesse irritado, e ela não vai longe. Um eco de balas a desliga, respingando sangue como tinta em meu pescoço e em meu rosto. Os tiros a colocaram de volta no chão. Porra. Eu não olho. Não preciso saber que ela está morta. Os olhos do homem voltam para os meus. Eles estreitam. E quando ele dá um passo em minha direção, eu recuo, derrubando a cadeira atrás de mim no chão, entrando em pânico. Viro-me para correr, mas vejo uma dúzia de pares de olhos olhando para mim. O intruso mascarado, o maior de todos, bloqueia a única saída. Não consigo nem pular da janela. O suicídio nunca foi uma opção, não para meus irmãos. Eles precisavam de mim. Mas algo deu errado. E antes que eu possa decidir o que fazer, antes que eu possa decidir tentar atacá-lo, arriscar que as balas me derrubem como fizeram com a mulher no chão, ele segura meu pulso na mão direita e o aperta. Minha mão se abre. As flores se espalham pelo chão. Eu os observo e depois vejo ele levar minha mão ao rosto dele. Seu polegar chega ao meu dedo anelar, onde o diamante horrível reflete o sol minguante. Por um momento acho que ele vai quebrar meu dedo. Mas ele torce e força. É apertado, mas ele consegue. Ele guarda o anel no bolso e depois olha para o meu dedo novamente. Eu engulo em seco. Ele inclina a cabeça para o lado, uma mão ainda presa em meu pulso. Ele me gira. Eu grito quando ele me puxa para ele, seu corpo é uma parede sólida nas minhas costas. Ele solta meu pulso e coloca o braço sob meus s***s. Com a outra, ele tira o véu do meu pescoço, a mão áspera contra minha pele, os dedos cavando, machucando. Acho que ele vai quebrar meu pescoço. Um torção rápido é tudo o que seria necessário. Ele é um maldito gigante. Mas ele não faz isso. Em vez disso, no momento em que viro meu rosto para o dele, ele aperta e instantaneamente, meus joelhos cederam. Meus braços caem inutilmente ao meu lado. Ele muda seu aperto e quando eu escorrego, ele me levanta, me puxando por cima do ombro, virando a sala de cabeça para baixo antes que fique escuro.

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