Plano?

1146 Words
Maxuel narrando Bato a porta do meu quarto com ódio. O que minha irmã acha que sou? Uma criança que precisa de babá? Mas que droga. Eu só tive um erro na minha carreira, na verdade, tive mais, só que nunca me atrapalharam muito, mas a última luta, digamos que tive uns probleminhas. [...] Saio do banheiro com a toalha na cintura e paro, vendo a porta abrir. A doida da ruiva grita e tapa os olhos: — Desculpa, Senhor Maxuel, eu só vim chamar você para almoçar. — Saia. — falo grosseiramente, e ela não toma coragem de tirar a mão dos olhos. Que puritana, estou de toalha. — Olha, Senhor, eu sei que não deve ser agradável ter trinta e poucos anos e ter uma babá. Eu sinceramente não sei o que você fez, mas podemos ser amigos? Porque eu vou seguir sim as ordens que sua irmã passou. — esse discurso politicamente correto me fez revirar os olhos e quase dormir. — Saia do meu quarto. — falo sério, e ela faz uma cara confiante. — Vamos descer, está no seu horário. — Então vamos. — falo, e ela faz cara de surpresa. — Mas vou ter que ir de toalha, opa. Solto o nó, e a toalha cai no chão. Ela grita no mesmo instante, fechando os olhos: — Você é doido! Ela se vira e vai embora. Fecho a porta e ando para o closet. Preciso vestir pelo menos uma bermuda. Espero que com esse susto ela pare de me encher o saco. Desço correndo e me sento na sala de jantar: — FATIMAA! — grito, e escuto ela me xingar de volta. Dou risada do seu jeito. — O que é, peste? — Quero almoçar, Fatima. — Sua babá está terminando seu almoço. Espera aí. — ela sai, e me levanto, indo atrás. Entro na minha cozinha e vejo a maluca mexendo no fogão enquanto dança: — Dona Fátima, onde tem sal? Faço sinal de silêncio para Fátima e pego o sal acima dela, entrego, e ela congela vendo minha mão tatuada: — Obrigada. — ela fala simplesmente e pega o sal da minha mão, encostando nossos dedos. Sinto uma eletricidade onde ela encostou, me fazendo largar o pote que se quebra no chão. Me afasto dela e olho para minha mão confuso: — Me desculpe. — ela pede, começando a catar os pedaços de vidro com sua mão. — Você não sabe fazer nada direito? — Me desculpe, senhor. Você soltou o vidro rápido, e não consegui pegar. — Eu limpo isso, menina. Busque mais sal na dispensa, por favor. — Fátima manda, e ela sai obedecendo. — O que rolou? — Fátima pergunta, e faço cara séria. — Nada. Fale para ela que quero meu almoço na mesa em menos de cinco minutos. [...] Vejo ela aparecer com dois pratos na mesa. Ela coloca em minha frente e sai. Nem tinha reparado que já tinha talheres e bebida aqui. Por que ela não ficou? Ou não falou nada? Olho para o prato e tem peito de frango, batata doce e arroz integral. No outro, apenas salada de alface e cenoura. Me levanto indo para a cozinha e vejo ela com Fátima almoçando e conversando, mas param assim que eu chego: — Venha, coisinha. — a chamo grosseiramente ela revira os olhos infantilmente. — Meu nome é Luana. — Que seja, venha e traga seu prato. — ela estranha, mas obedece. Ando até a cozinha com ela atrás de mim e aponto para minha comida: — Só isso? — Só o quê? Recebi um papel com as refeições que eu tinha que fazer, e essa era uma. — Cadê o macarrão, arroz branco, purê de batata? Um bife? — Não está no papel, apenas carne branca, e nada dessas coisas. — olho para o prato dela, que tem macarronada com frango. — Por que só eu que tenho que comer isso? — Você que é o atleta, e nas regras que a Senhora Melinda mandou que eu pesasse toda a comida e te servisse apenas o quanto estava permitido, você só pode repetir a salada. — ela repete, e a corto. — Pois as próximas refeições você terá que comer igual a mim. Não vou fazer dieta sozinho._ digo frustado, odeio quando tenho que perder ou manter exatamente o meu peso, caso contrário posso perder a luta antes mesmo de entrar. Me sento, e vejo ela se virar para ir embora sem nem me responder: — Aonde pensa que vai? — Para a cozinha? Sou a empregada senhor Maxuel_ ela diz e sorrio ao ver sua frustração comigo. — Sente-se logo. — vejo que ela está a um passo de surtar e me divirto com seu olhar de fúria. Acho que não vai ser tão r**m ter uma babá por esse tempo. É bem legal irritar ela, na verdade. Não sei por que, mas hoje não quis almoçar sozinho, como normalmente. Algo nela me irrita, mas também não quero longe. Ela é até que bonitinha, na verdade. Mas ela é minha babá e odeio essa posição em que fui colocado, poxa, não posso nem curtir minha vida como eu quero que me acham irresponsável? [...] Li o contrato todo, assinei ontem achando que era como qualquer papel da empresa, que nem tenho que ligar. Mas não... minha irmã tinha que me encher o saco. Não posso desfazer isso de jeito nenhum, e vi que se eu exigir, Luana terá que me acompanhar em todas as atividades até seis horas da tarde. Então, posso me divertir. Procuro na sala, cozinha, andar de cima, jardim. Cadê a Luana? Eu preciso treinar, e como ela é minha babá, tem que estar lá: — LUANAAA! — grito na sala, já sem paciência. Ela aparece correndo da direção da cozinha. Eu procurei lá. — Aonde estava? — No meu quarto, escovando os dentes. — eu sinceramente esqueci que tínhamos quartos para os empregados. — Se troque e vá para a academia da casa. Tenho que treinar. — Mas eu não sei treinar. — ela fala, e bufo. — Você não é babá? Tem que ficar do meu lado o dia todo. Falo e viro as costas, subindo. Não entenderam minhas atitudes né? Tem uma cláusula minúscula que acharam que eu não leria, mas eu revisei tudo aquilo. Tarde demais, mas ainda revisei. Uma cláusula b***a, mas podemos quebrar o contrato se dormirmos juntos, porque isso pode atrapalhar nossa relação. Então, só agressão física ou dormir. Vou fazer a pobre e doce Luana se apaixonar por mim, sendo gentil? Não, eu não sou e nem vou fingir, mas ela vai se apaixonar, nem que seja só fisicamente. Iremos dormir, e no dia seguinte! BUM, demitida por dormir com o patrão, e eu estarei livre de uma babá. Poderei mostrar que realmente posso cuidar de mim.
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