Talibã narrando Assim que eu cheguei no baile, nem perdi tempo. Subi direto pro camarote. O som já tava batendo forte, grave estourando no peito, luz piscando, gente subindo e descendo sem parar. Do jeito que eu gosto: cheio, vivo, intenso. Mas eu não misturo. Enquanto geral tá ali pra curtir, eu tô ali pra observar. Sempre. Passei pelos vapores, fiz sinal e segui até a mesa onde eu costumo ficar. Já é meio que território marcado. Quem é de dentro sabe. Nem precisei pedir. A mina do bar já veio trazendo meu combo: whisky, energético e gelo de coco. — Patrão — ela falou, colocando na mesa. Só assenti. Peguei o copo, preparei minha mistura do jeito que eu gosto e dei o primeiro gole, sentindo o líquido descer queimando. Encostei no sofá e fiquei olhando lá pra baixo. O baile ta

