Capítulo 5

1347 Words
Sebby exalava mau humor, como se uma onda sombria a embrulhasse, parecia prestes a explodir. – Boss... Algo te incomoda? - Nina dizia colocando uma xícara de café diante da de cabelos brancos. – Muitas coisas... Tirando meus problemas conjugais que incluem Castiel não me deixar ver ele sem roupa. Eu não tenho sexo a quase cinco dias e agora para piorar Nathaniel aparecendo na minha porta bêbado por n**a o bebê. Você não faz ideia da expressão que Annabeth fez quando foi buscar ele. Estou preocupada por eles. - Suspirou apoiando as costas na cadeira acertando a postura. – Parece um senso entre os homens da sua geração negar filhos. - A loirinha abraçou a bandeja. – Parece que os homens da minha geração tiveram problemas com pais e não querem repetir os erros. - Formou um bico nos lábios. – Bom, porque não liga para a Anne e a chama para almoçar? Vocês duas podem se apoiar. - A garçonete apoiou o indicador na bochecha. - Apesar de que você não precisa de tanto apoio, só precisa conseguir arrastar o Cassy para cama. – Infelizmente meu tigre tá muito bem domado. Ele não caça mais a quase 6 anos. - Cruzou os braços ranzinza. - Vivendo em cativeiro ele sempre teve comida na boca, não precisou caçar. – Entendi nada da analogia. - Nina riu. – Castiel tá domesticado. Ele não é mais um safado incorrigível. Aquele maldito tem um auto-controle que me deprime. Eu fico esperando que ele me ataque como um tigre como ele fazia. Mas ele não faz, parece até que eu sou a predadora. - Apoiou a ponta dos dedos no tórax. – Chefinha... Você que sempre está se agarrando a ele. Lembro bem quando vi vocês dois no portão perto do parque no outro dia... Você que era o tigre. - Riu olhando para a chefa. A de cabelos brancos parou por alguns segundos para refletir. Desde o ensino médio, mesmo quando ela era virgem, Castiel sempre foi paciente e atencioso, enquanto ela já tirava a camisa dele e montava nele seguindo os instintos mais primitivos. – Merda, eu sou o tigre. - Apoiou as mãos no rosto. - Por isso ele cortou o sexo. Normalmente são as mulheres que fazem isso. Aquele malditinho tá um passo a frente. – Por esse tipo de coisa vocês são meu casal favorito. - Nina riu saindo do escritório. Sebby ria apoiando as mãos no rosto. Retirou o celular do bolso e mandou uma mensagem levemente ofensiva para o marido. "Já saquei a sua, me deixar sem sexo você acha que vou ceder. Sem chance. Eu vou esfregar na sua cara quando você tiver suplicando para me ter." – i****a. - Colocou o celular na mesa com a tela para baixo. - Ele tinha que ser sexy e inteligente, tão injusto. - Ria apoiando a mão na testa. A resposta chegou em seguida. "Quem precisa do meu orgasmo é você, haha vou estar esperando por esse dia" Ela riu, apoiando o celular contra a testa. - Eu odeio ele. Balançou a cabeça e decidiu realmente ligar para Annabeth e a chamar para almoçar. – "Oi Bibi." - A voz da loira era carregada de tristeza. – Oi amiga. Queria saber como estava depois de buscar o Nath. Você parecia tão chateada. - Disse apoiando os cotovelos na mesa, enquanto segurava o celular contra a orelha. – Bom... Nath dormiu assim que chegamos e eu... Bem chorei até amanhecer. É muito complicado, eu sei que ele não está feliz, mas eu também não escolhi isso. Aconteceu por acidente. - O tom melancólico da voz dela preenchia a audição da outra. – Por que chorou? - Perguntou preocupada. – Porque eu me sinto horrível de ver ele revivendo na cabeça dele tudo que viveu com o pai. Como se torturasse ele, como se machucasse ele. Sebby eu sinto que só a ideia consome ele. - Não pode evitar o tom de choro. – Eu imagino que deve ser horrível. Mas é uma fase importante para ele superar o que viveu com o pai dele. Ele precisa saber que ele não é como pai. - Dizia suspirando. – Passou pela minha cabeça... Talvez não ter o bebê. - Disse com tristeza. – Espera ai. Você quer esse bebê? - Perguntou se levantando da cadeira. – Eu queria, agora... Estou confusa. - Disse com voz chorona. – Pegue suas coisas, vamos almoçar juntas e conversar direito. - Pegou a bolsa colocando no ombro. - Te busco em três minutos. – Tudo bem. - A loira assentiu. (~ ̄³ ̄)~ Castiel estava com fone de ouvido ouvindo as últimas gravações, quando alguém puxou um dos lados. – Cara... Pode sair para almoçar? - Nathaniel olhou para ele. – Você já invade tudo assim? Segurança! - Simulou como se estivesse chamando o segurança. – Eu aprecio seu senso de humor. Mas eu realmente preciso conversar. - O loiro suspirou. Imediatamente o ruivo tirou os fones de ouvido, pegou as chaves do carro e o celular do lado. - Vamos almoçar. – Obrigado. - Nath suspirou. - Vamos andando. – Ok. - Os dois saíram caminhando em passos tranquilos. Depois de algum silêncio Nathaniel começou. – Tenho a sensação de que Annabeth vai me deixar. - Olhava para o céu, apoiando o braço na testa. - Depois de tudo que vivemos, eu consegui a afastar. Você tinha que ver... Ela normalmente parece o sol, brilhante e alegre. Ela me enche de vida e essa manhã, estava com olheiras, acho que ela não dormiu, ela chorou e eu nem suportei perguntar o que houve. Prometi que ela jamais derramaria uma lágrima por minha causa. Eu passei dos limites. – Nathaniel... Annabeth é louca por você e eu sei que você está assustado com tudo isso... Ela também deve estar, a pressão sobre ela também não deve estar sendo fácil, principalmente porque você não está lá para apoiar ela. Eu sei que é terrível a ideia de você se tornar seu pai e de problemas familiares. Mas agora você tem uma família, todas as coisas que Annabeth carregou sozinha por você não é brincadeira. Deve confiar nela e você não é como seu pai. Parece clichê de dizer, mas aquela mulher precisa de você. Um filho é peso demais para carregar sozinha. Sei que você não teve um exemplo de pai e isso conta muito, torna tudo muito doido. Mas se acontecer, se caso mesmo acontecer, você acha que Annabeth vai deixar você perder a linha? - Castiel apoiou a mão no ombro do outro. - Sua esposa não tem o apelido de dona fera por nada. O loiro deu uma risada desanimada. – Eu acho que você vai ser um pai do c*****o. Vai ser um pai babão e vai dar a vida pela criança. Imagino você lendo para um bebê e ele enchendo você de babá e vômito. - Batia de leve no ombro do amigo. - Além do mais, ela já está grávida, vocês dois trabalham, são casados e bem construídos, teria momento melhor? – E na verdade, Annabeth tem muito tempo livre. Sendo modelo ela trabalha só quando a chamam e recebe mesmo em casa. Além de receber várias vezes mais do que eu. - Deu uma risada. – Ai perfeito. Você fica com a parte fácil que é brincar. Seu filho vai pode brincar de polícia e ladrão com um policial de verdade. - O ruivo sorriu. – Pensamento positivo demais para um cara que não quer ter filhos. - Nath olhou para o outro erguendo a sobrancelha. – Eu gosto de criança, só não quero ter. Você tendo eu brinco com a sua e quando tiver de saco cheio te devolvo. - Sorriu cruzando os braços. - Espero que seja um menino, para pode ensinar ele como instaurar o caos. – Essa criança nem nasceu e já quero pegar uma medida protetiva contra você. Imagina meu bebê batendo em outras crianças na caixa de areia porque o tio Castiel ensinou. Ia deixar Annabeth louca.
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