Gabriel Ferraz Levar Liz até meu quarto parecia, naquele momento, a única decisão minimamente responsável da noite. Ela estava definitivamente alterada. Bonita demais, falante demais, corajosa demais, perigosa demais. O braço dela estava enlaçado no meu pescoço enquanto caminhávamos pelo corredor, e metade do peso do corpo dela pendia em mim mais por drama do que por necessidade. — Eu consigo andar sozinha — anunciou pela terceira vez. — Eu sei que sim. — Então por que tá me carregando? — Porque você anda em zigue-zague. — Isso é charme. — Isso é álcool. Ela riu alto, sem o menor pudor, e enterrou o rosto no meu ombro. — Você é implicante. — E você está impossível. — Tenho certeza que você está gostando. Olhei para ela de lado. — Mais do que devia. Liz sorriu satisfeita co

