Gustavo Pierone A festa tinha começado antes mesmo do almoço. E, de algum jeito absurdo, ainda existia no começo da madrugada. Não com a mesma intensidade de horas atrás, claro. Agora a música estava mais baixa, as luzes pareciam mais suaves e o silêncio entre uma risada e outra começava a aparecer. A maioria já tinha desaparecido para dentro da casa, provavelmente dormindo ou desmaiados ou os dois. As tias tinham sido carregadas para os quartos depois de uma competição de dança que ninguém pediu, alguns tios sumiram jurando que só iam “deitar cinco minutinhos”. Meus sogros tinham acabado de se despedir, desejando boa noite entre abraços e recomendações para não deixarmos bagunça no jardim. Felipe e Júlia também foram descansar. Júlia alegando estar “grávida e exausta”, o que, apar

