Acordo com a claridade da sala, onde eu tô? Eu morri? Não, morto não sente dor. E só o que eu sinto agora é dor, cabeça, braços e pernas.
Olho o teto branco do lugar, suponho ser o hospital. Como será que estão os outros? Espero que ninguém tenha se machucado tanto como eu. Passo a mão pelo rosto, meu olho esquerdo está coberto com uma bandagem. Fudeu! Vou ficar sega.
Tento olhar para o lado, mas logo desisto dessa idéia, já que meu pescoço doeu.
–Não tente se mover, por favor. –Lawliet logo vem até mim e me impede de levantar.
–O que aconteceu? – pergunto olhando para os meus três irmãos, que agora estavam bem perto de mim.
–Assim que você desmaiou, o All Might chegou e salvou todo mundo, ele e Midorya se recuperaram na enfermaria da escola. Já você, Aizawa e Treze tiveram que vir para o hospital. –Yuki e fala ao me abraçar. Faço uma careta por conta da dor.
–Você foi bastante imprudente, o que pensou que estava fazendo ao enfrentar aquela coisa? Para você saber, até o All Might teve problemas em derrotar aquilo. –Light falou, ele está bravo, nunca vi meu irmão tão alterado.
–Eu deveria me desculpar, mas eu faria de novo. Pensa só, se eu não tivesse interferindo o professor Aizawia estaria morto. –Fui sincera, pelo que Yuki falou, All Might chegou logo após de mim desmaiar. Eles teriam matado o professor.
Eu encaro os gêmeos e eles me encaravam de volta, Lawliet estava de braços cruzados enquanto Light colocava uma mão na cintura. Light suspira vem até mim e me abraça.
–Só não faz isso de novo. –Lawliet repete o ato do irmão gêmeo.
Não demorou muito para eu está em casa. Eu estou quase toda concertada, com exceção do braço, que está descansando em uma tipoia. Meu olho ainda está coberto com uma bandagem junto de minha asa direita.
Já no meu quarto, vejo que tem várias chamadas perdidas de meus amigos, Bree, Marcos e Fred. Também tenha algumas chamadas de Malcon, meu namorado.
Peguei meu notebook com a mão esquerda e fui até minha cama, onde liguei por chamada de vídeo para meus amigos.
–Como você está? –Bree foi a primeira a atender. Marcos e Fred atenderam logo depois
–Tô viva. –Respondi sendo simplista.
–Eu assistir a reportagem que passou sobre... –Comentou Fred
–Tem tanto macho bonito na sua turma. –Bree não deixou Fred terminar
–Concordo, você viu o Todoroki? –Perguntei
–Lógico, migah, na moral, termina com o Malcon. – Eu dou um leve sorriso. Esta nos meus planos.
–Meninas, por favor! –Marcos chamou nossa atenção. –Achei que Bakugou combina mais com a nossa Amy
–E eu pensando que ele ia falar o ruivo e melhor. –Fred da á opinião dele.
–Todoroki! -Bree insiste
–Bakugou! – Marcos confronta a irmã
–Kirishima! -Fred também insiste
–Não sei por que tudo isso, não vou pegar nenhum mesmo. Vou colocar o Malcon na ligação. – falo tentando interromper a discussão deles lógico que eu vou pegar alguns deles, só pode demorar um pouco.
Passamos um bom tempo conversando, nós cinco.
–Calma gente, vou atender a porta. –Malcon vai até a porta da casa dele.
Como ele estava na sala dava para ver perfeitamente bem. Uma garota ruiva pulou no colo dele e o beijou
–Ai Merlin. –Bree colocou a mão no rosto
–Desse jeito eu não vou mais passar pela porta. –Falei com um leve sorriso.
Malcon separou da garota e sentou novamente em frente ao notebook
–Thamy, me desculpa. Eu não sabia que ela estaria aqui. –O Malcon tenta se explicar
–Malcon, tudo bem. Não ligo para quem você beija, mas queria que tivesse terminado comigo antes. Em poucos dias não passo mais pela porta. – dou um leve sorriso
–Mas você não vai nem ficar triste? –Pergunta Malcon. Os outros apenas observavam
–Se eu te amasse eu ficaria triste. –apenas falei.
A reação dos meus amigos foram distintas, Marcos começou a limpar os óculos. Fred usou a individualidade dele para trazer um pote grade de pipoca. Bree apenas começou a tomar suco.
–Você Não me ama? – Pergunta Malcon indignado, como se fosse imposivel alguém não amar ele
–Você deveria saber que eu sou incapaz de amar alguém. –Ele não fala mais nada apenas desliga.
–Ela levou chifre e ele fica puto, vai entender a humanidade. –Fred fala fazendo o balde de pipoca flutuar até a mesa atrás dele.
Eu nunca me dei bem com relacionamentos. Não sou o tipo de garota que dá atenção e carinho, isso leva meus parceiros a procurarem isso em outra pessoa. Eu não fico chateada muito menos triste, estou bem comigo mesma.
–Uma hora você vai se apaixonar. –Bree chama minha atenção.
–Quero focar em minha carreira de super heroína, espero não gostar de ninguém por enquanto. –Gostar de algum não está nos meus planos e espero que continue assim.
Passo o resto da tarde conversando com meus amigos. Quando desligamos, eu tentei me deitar, mas por conta da asa dolorida decidi ficar sentada.
No dia seguinte ao ataque dos vilões, não ouve aula, o que foi ótimo para mim. Meu braço não precisa mais da tipoia, porém meus movimentos ainda são limitados, tive que ir ao hospital dia seguinte para trocar os curativos do olho e da asa.
–Seu olho precisa permanecer assim por mais três dias no máximo. Porém sua asa está bem melhor. –Fala á médica que me examinava. –Faça alguns exercícios com as asas, mas não as esforce muito.
–E sobre o olho dela? -Lawliet pergunta antes de mim. Eu realmente não quero ficar sega de um olho.
–Vai ficar tudo bem, apenas uma cicatriz, talvez ela apresente dificuldade para enxergar, mas nada que um óculos não resolva. –Responde a mulher.
Acordo cedo no outro dia, hoje tem aula. Passo mais de uma hora na cama procurando coragem para levantar. Depois que me dá por vencida me sento na cama e caminho lentamente até o banheiro.
Tomo um banho com cuidado para não molhar a parte minha cabeça onde o curativo ainda estava presente.
Depois de colocar meu uniforme ––Tive que fazer adaptações nele por conta das asas–– vou para o quarto de Light com uma caixinha de primeiro socorros.
No quarto do meu irmão ele me mandou ir para o banheiro, onde eu fiquei sentada em uma cadeira de costa para o espelho.
Ele retirou a bandagem do meu olho e analisou meu rosto.
–Consegue abrir o olho esquerdo? –Pergunta o falso castanho. Eu n**o com a cabeça.
–Acho que primeiro vou arrumar seu cabelo. –O falso castanho passa a mão por meus longos cabelos platinado. –Antigamente era o Lawliet quem arrumava seu cabelo.
–O Lawliet? O nosso Lawliet? Tem certeza Light? –Não consigo imaginar o Liet arrumando meu cabelo.
–Quando vocês eram bem menores, eu e o Liet arrumávamos vocês para irem a escola. O Liet fazia cada penteado estranho em você. –Light da um leve gargalhada, eu sorrio junto ao imaginar. –O que ele mais gostava mesmo era fazer duas Maria Chiquinha.
Eu e Light continuamos a conversar sobre o passado, quando ele terminou de me arrumar, me virou em direção ao espelho. Meu cabelo estava solto e cobria a bandagem em volta da minha cabeça, uma franja cobria meu olho esquerdo.
–Obrigado Light, você é o melhor. -falo sorrindo
–Não deixe o Liet nem o Yuki escuta isso. –O mesmo sorri e beija minha testa.
Lawliet nos levou para a escola. Eu e Yuki nos despedimos do mais velho e fomos até a escola.
–Ainda não me acostumei com "sensei", "kun", "san", "sama", "chan" entre outros. –reclama meu irmão
–Né isso, sempre chamo o Aizawa de professor. E como que diabos eu "tenho" que te chamar? –Pergunto ao meu gêmeo
–Bom, futago no ani, é irmão gêmeo. Futago no ani é irmã gêmea. Futago no onee-san é irmã gêmea mais velha e futago no otouto é irmão gêmeo mais novo. –Responde o mais novo
–Tu pesquisou né safado? -Pergunto rindo de lado
–Lógico, pesquisei porque queria te chamar assim, mas prefiro Onee-san. -fala meu irmão sorindo
–Então eu devo te chamar de Onii-chan? –Pergunto
–Sim. –responde feliz
Paramos em frente à minha sala.
–Até depois, Onee-san. –Ele me olha sorrindo.
–Até depois... –Vejo o olhar esperançoso do meu irmão esperando o "Onii-chan". –Irmãozinho
–A qual é Thamy, para de ser chata. –O garoto me entrega minha bolsa e se vira.
Antes que ele saia andando eu o puxo pela alça da bolsa dele com a mão esquerda, já que a direita está machucada, o trago para perto de mim
–Obrigada por trazer minha bolsa... Onii-cha. –O mesmo se vira e me abraça forte. –Você vai me machucar, seu desgraçado.
–Até á hora do almoço. –Agora sim ele vai embora.
Entro na sala e sou bombardeada de perguntas.
–Takashi-san, como você está se sentindo? –Pergunta Mina
–O que aconteceu com seu olho? – Kirishima pergunta
–Eu estou bem Mina. Meu olho vai está novinho em alguns dias Kirishima. –Respondo dando o leve sorriso.
Converso com Kirishima e Mina. Depois decidi ir para minha cadeira, sentando atrás de Todoroki.
–Midorya disse que você foi muito corajosa e muito forte. –Todoroki fala se virando para mim.
–Meus irmãos já acham que eu fui uma i****a. –Dou um leve sorriso. –Mas pelo que eu fiquei sabendo, acho que aquele Noumu estava só brincando comigo.
–Realmente, eu te acho forte, mas aquela coisa estava em outro nível.
Paramos de conversar quando uma múmia entrou na sala. Não é por nada não, mas o professor, ou melhor dizendo o sensei está bem acabado.
–Sensei, o senhor está bem? – Pergunta uma das meninas
–Meu bem está não interessa. –Responde ele. –Porque a luta ainda não acabou. O festival desportivo da U.A está chegando.