Capítulo 5 – Jantar de Negócios

1605 Words
O dia da reunião empresarial finalmente chegara, e o local escolhido era um restaurante sofisticado, conhecido por sua exclusividade e ambiente elegante. Marc DeLuca se preparava para a noite com a mente focada no trabalho, como sempre. Ele sabia que os negócios eram importantes e que precisava impressionar seus parceiros. Mas algo naquele jantar estava fora de seu controle. Algo que o incomodava profundamente. Ana, que havia sido convidada como representante de uma das empresas associadas, parecia mais confiante do que nunca. Ela havia dito que estava mais madura, mais segura, mas foi só ao vê-la naquele vestido de seda vermelha, com os cabelos perfeitamente arrumados e os olhos brilhando com uma mistura de intensidade e mistério, que Marc percebeu o quanto ela realmente havia mudado. Não era mais a irmãzinha que ele sempre protegira, mas uma mulher deslumbrante, e agora, ela estava lá, tão perto, tão... inacessível. Quando Ana entrou no restaurante, todos os olhos se voltaram para ela. A maneira como ela caminhava, com a confiança de quem sabia o efeito que causava, fazia com que Marc se sentisse, de alguma forma, desestabilizado. Ele tentou disfarçar, mantendo o foco na reunião, conversando com outros empresários, mas, como um ímã, a presença dela parecia puxá-lo de volta a cada segundo. Ana cumprimentou os presentes com um sorriso encantador e logo se sentou à mesa, sua postura impecável, o olhar sempre firme, como se tivesse o controle de tudo ao seu redor. Marc, por mais que tentasse se concentrar no trabalho, não conseguia deixar de observá-la. Cada movimento dela, cada risada, cada palavra parecia pesar mais do que qualquer assunto empresarial. Foi quando ela se virou para o outro lado da mesa que Marc sentiu uma onda de frustração tomar conta de si. Um homem desconhecido, atraente e charmoso, estava visivelmente encantado com ela, e ela retribuía o olhar. Ana sorria de maneira descontraída, como se estivesse se divertindo, e Marc sentiu algo dentro de si apertar. Algo que ele não conseguia explicar. O homem, ao perceber que ela estava prestando atenção nele, fez uma piada, algo leve, que fez Ana rir com uma energia quase elétrica. O som da risada dela ecoou pela sala, e, por um breve momento, Marc se viu se perguntando o que havia de tão especial naquele homem. Mas, ao olhar para Ana, ele sabia que a resposta era simples: tudo. Ela era intensa, irresistível, e fazia com que os outros se sentissem atraídos de uma maneira quase fatal. "Não posso deixar isso acontecer", pensou Marc, enquanto o desconforto tomava conta de sua expressão. Ele observou como o homem estava claramente interessado, seu olhar fixo em Ana, seu corpo inclinado para ela. E Ana, com uma confiança inabalável, estava adorando a atenção. A sensação de ciúmes se formou dentro de Marc como uma tempestade. Ele não conseguia entender o motivo, pois nunca se permitira ter sentimentos desse tipo por ela antes. Afinal, ela sempre fora a irmã do melhor amigo. Mas algo estava mudando, e ele sabia disso. Era como se ela tivesse se transformado em outra pessoa diante de seus olhos, uma mulher que não podia mais ser ignorada. Ana, percebendo que Marc estava observando a interação com o homem à sua frente, não fez questão de esconder seu sorriso satisfeito. Ela queria que ele visse. Queria que ele sentisse o que ela sentia quando era ignorada por tanto tempo. Queria fazer com que Marc visse que ela era desejada, que ela não dependia dele para ser admirada. E, mais importante, ela queria testar seus limites. Ela inclinou-se para o homem ao seu lado, colocando a mão suavemente sobre o braço dele enquanto fazia uma pergunta. O homem respondeu com um sorriso largo, e ela riu novamente. Cada gesto dela parecia estrategicamente calculado, e Marc não pôde evitar o sentimento de frustração crescente. Ele estava ali, sentado à mesa de negócios, tentando manter o foco, enquanto Ana provocava todos ao seu redor. Mas, o que mais o irritava, era o fato de que ele não conseguia se livrar da sensação de que, de algum modo, ela estava fazendo isso para ele. Os minutos se passaram e a tensão na mesa parecia aumentar. Ana continuava a flertar sutilmente com o homem, mas seus olhos, de vez em quando, se encontravam com os de Marc. E, em cada olhar, ela podia perceber que algo dentro dele estava mudando, que ele não estava mais tão distante quanto antes. Ela sabia que ele estava começando a ceder ao jogo, e isso a deixava ainda mais determinada a levar essa provocação até o limite. Marc, por sua vez, tentava manter a calma, mas o desconforto era palpável. Ele sabia que a noite estava se desenrolando de uma maneira que ele não havia planejado. E, no fundo, ele também sabia que, quando as provocações de Ana chegassem ao limite, não seria apenas o seu orgulho que seria colocado à prova. Algo mais forte, algo que ele não estava preparado para enfrentar, estava prestes a explodir. Com a troca constante de olhares entre ele e Ana, a tensão aumentava a cada segundo. Marc não sabia mais o que era mais difícil: resistir à atração crescente por ela ou lidar com o sentimento de possessividade que começava a tomar conta dele. A noite estava apenas começando, e ambos sabiam que este jogo estava longe de terminar. O jantar seguiu sua sequência, mas a atmosfera estava carregada de tensão. Marc tentava focar na conversa sobre o futuro da parceria empresarial, mas cada vez que Ana se movia ou soltava uma risada encantadora, seus pensamentos fugiam da discussão. Ele percebia claramente que Ana estava fazendo algo intencional, algo que não podia mais ignorar. Quando ela se inclinou para falar com o homem ao seu lado novamente, Marc sentiu uma onda de frustração tomar conta dele. Ele se perguntava o que ela queria, qual era o objetivo por trás de toda aquela atuação. Ela não precisava de aprovação de ninguém, e isso só tornava tudo ainda mais desconcertante para ele. De repente, Ana levantou-se da mesa para ir ao banheiro, e, sem querer, seus olhos se encontraram com os de Marc. Ele estava tenso, os músculos rígidos. Ela, por sua vez, não podia esconder o sorriso satisfatório que estava se formando em seus lábios. Era claro para ela que algo estava mudando dentro dele, algo que ela conseguia provocar com apenas um olhar ou um gesto. E isso a excitava de uma maneira que ela não podia ignorar. Enquanto Ana se afastava, Marc se viu imerso em um turbilhão de sentimentos. Ele queria ignorar os jogos dela, queria afastar essa sensação de ciúmes e possessividade que o consumia, mas não conseguia. Não podia. Quando Ana voltou à mesa, o homem que estava ao seu lado se levantou para acompanhá-la, e Marc sentiu uma irritação súbita. Mas foi aí que ela fez algo inesperado: ao invés de seguir o homem, ela se aproximou de Marc, com uma expressão mais séria, mas ainda com aquele brilho sedutor nos olhos. “Desculpe pela distração”, disse ela, sua voz suave, mas carregada de um significado oculto. “Eu só queria me divertir um pouco.” Marc a observou com um olhar penetrante, seu corpo mais rígido do que nunca. Ele não sabia como reagir àquelas palavras. Ela sabia exatamente o que estava fazendo, e ele sabia que ela estava se divertindo à custa dele. “Eu percebo que você está se divertindo bastante”, Marc respondeu, tentando manter a calma, mas sua voz traiu um leve tom de raiva. “Mas você também sabe que não precisa fazer isso, não é?” Ana sorriu, mas dessa vez o sorriso era diferente, mais provocador, como se ela tivesse acabado de ganhar algo que nem ela mesma esperava. “Talvez eu precise”, ela disse de maneira despretensiosa. “Ou talvez seja só para mostrar a você que não sou mais aquela garotinha que você costumava proteger.” A frase de Ana caiu como uma bomba, e Marc sentiu uma dor súbita no peito. Ele sabia que não poderia continuar ignorando o que estava acontecendo entre eles. O que antes parecia uma simples provocação, agora tinha raízes mais profundas, e ele não sabia como lidar com isso. A conversa entre os outros presentes parecia ter diminuído, como se, de alguma forma, a tensão entre Marc e Ana tivesse roubado a energia da mesa. Todos estavam conscientes da mudança, mas ninguém se atrevia a tocar no assunto. Ana, então, tomou a iniciativa de mudar de assunto, forçando uma leve risada e voltando a se concentrar nos negócios. Ela já havia dado o recado que queria: ela estava no controle, e, agora, Marc precisava decidir como lidaria com isso. Ao final do jantar, a noite estava mais silenciosa. Ana se despediu de todos com sua usual confiança, mas Marc, por dentro, estava em um turbilhão. Ele tentava manter a fachada de frieza, mas o que sentia era algo muito mais quente, algo que ele ainda não estava pronto para enfrentar. Enquanto Ana saía do restaurante, Marc ficou para trás, ainda absorvendo tudo o que havia acontecido naquela noite. A provocação dela tinha sido clara, e ele sabia que, em algum ponto, ele precisaria lidar com os sentimentos que ela despertava nele. Mas até lá, ele precisava manter sua distância... ou pelo menos tentar. Enquanto isso, Ana caminhava para o carro com um sorriso no rosto, sabendo que o jogo estava apenas começando. Ela havia dado o primeiro passo, e agora seria questão de tempo até Marc perceber que, desta vez, ele estava em jogo.
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