— Tome cuidado ou vou m***r você.
— Sinceramente, estou começando a gostar disso.
Ele me olha por inteira. Aposto que meus s***s estão projetados em sua direção, pois o decote da blusa é bem marcante, deixando uma boa parte a vista.
— A é?
Deus, o calor está voltando.
Giovanni se aproximou. Ficou tão perto da minha boca que pensei que me beijaria, mas o b****a só estava me provocando.
— Agora, bem agora, com você tão perto, senti um desejo fora do comum.
— O quê? — Me assustei, voltando para o meu lugar.
— No final das contas, podemos nos dar bem.
— Fiquei bem longe de mim.
— Muito pelo contrário, eu estou em todos os lugares. — Não sei se isso é uma provocação ou era seu lado dominante falando. — No seu trabalho, casa, quarto, banheiro. Quero estar a todo momento com você, enquanto meu filho estiver na sua barriga.
— Vou pedir uma medida protetiva, você não me provoca.
— Não ouse me afastar do meu bebê.
— Meu bebê!
— Nosso bebê! — A curva em seus lábios me irritou.
Giovanni eu vou m***r você por estar me fazendo sentir a minha calcinha molhar. E por comer a parte exposta do meu corpo, como se fosse seu.
— Vou embora, já que não temos mais nada para falar.
Levantei-me, tentando ignorá-lo.
— Levo você para a sua... casa.
— Vou de táxi.
— Vai comigo. — Também levantou, fechando o botão do terno.
— Prefiro ir andando.
Se eu ficar mais um minuto com esse homem, vou acabar esquecendo que o odeio.
— Você vai comigo.
— Quem pensa que é?
Giovanni afastou a cadeira, veio até mim, sem medo de que eu o chutasse novamente.
— O pai do seu filho. — Disse olhando no fundo dos meus olhos. — Infelizmente.