Não revisado;
Capítulo 2:
"Custou uma pequena fortuna."
Tamires Fernandes
Acordei bem cansada, mas para minha sorte é sábado, então não terei aula, tomo um banho rápido e troco de roupa, desço feito uma lesma para o café da manhã.
- Bom dia ursinha. - meu pai diz e dá um beijo no topo da minha cabeça.
- Bom dia familia! - respondo logo no coletivo, assim adianta o trabalho, me sento ao lado do Diogo como sempre faço, ele se remexe parecendo desconfortável.
- E então, como foi a festa? - mamãe pergunta toda animada, ela pode já ter passado dos quarenta, mas ainda tem uma alma jovem.
- Muito boa, eu e o Diogo curtimos muito. - falo com sorriso que sei que convence qualquer um deles.
- Fico feliz em saber disso. - mamãe diz com uma sorriso enorme. - E por ter nos obedecido filho, eu e o seu compramos algo para você.
- E o que seria? - Diogo pergunta enquanto bebe seu suco.
- Um carro campeão! - papai diz e nesse momento vejo o Diogo pular da cadeira sem acreditar.
- Estão me zoando?
- Falamos sério filhão. - papai diz e morde sua torrada.
- YES! Você ouviu isso gatinha? Vou ter um carro garota. - ele me tira da cadeira me carregando e me girando no ar.
- Eu ouvi. - ele beija meu rosto em todos os lugares, exceto na boca claro.
Meus pais sorriem enquanto vêem o Diogo fazer isso, eles sempre gostaram da nossa união, principalmente a mamãe, pois assim ela fica mais tranquila quando tem que sair ou algo do tipo.
Ele me põem no chão e começa a fazer um dançinha esquisita, fazendo todos nós morrermos de rir, alguns segundos depois ele se senta novamente e eu faço o mesmo.
- Eu vou te levar todas as manhãs, seus dias de van escolar chegaram ao fim. - diz com um sorriso lindo no rosto.
- Isso ai cara! - batemos na mão um do outro felizes.
- Quando ele vai chegar? - meu irmão pergunta todo eufórico.
- Por que os cúmplices não vão até a garagem? - eu e o Diogo nos entre olhamos e logo em seguida corremos para a garagem.
- Wow! - ouço ele dizer e logo o alcanço entrando na garagem.
- p**a que pariu! - eu não sei que carro é esse, mas ele é enorme, lindo e de um vermelho vibrante, tem escrito jeep na frente, talvez esse seja o nome.
Diogo se vira para mim com um sorriso enorme.
- Vamos dá uma volta.
- Como assim? Agora?
- Com toda certeza. - ele entra no banco do motorista e logo a acha a chave no porta luvas, eu entro no carro e me sento ao seu lado, ele liga o carro, em seguida abre a garagem e saímos na rua, damos uma volta por pelo menos umas cinco ruas, em seguida ele estaciona o carro na praça e me chama para tomarmos sorvete.
Nos sentamos nos bancos do parque enquanto comemos nossos sorvetes.
- Sobre ontem... - ele começa parecendo envergonhado.
- Isso não vem ao caso, não contarei a ninguém. Juramos de dedinho lembra? - digo oferendo meu dedinho a ele, o Diogo sorri e junta nossos mindinhos.
- Eu te amo gatinha. - ele diz e me abraça de lado.
- Também te amo pateta. - digo retribuindo seu abraço.
Depois do sorvete voltamos para casa, papai e mamãe tiveram que sair, aparentemente nossa avó passou mau, mas não foi nada grave, então eles preferiram ir sozinhos.
Passei o resto da manhã no meu quarto assistindo uma série lá, quando a tarde chegou eu ainda não tinha almoçado, então desci doida por uma boa comida. Quando cheguei na sala tive uma supresa que não gostei muito, o Diogo estava sentado no sofá e no seu colo tinha uma garota, eles se beijavam feito loucos. Nossa, e eu achando que era especial, como sou boba, até porque o Diogo é meu irmão, jamais ficaria pensando em mim.
Desisto de comer e subo novamente, me tranco no quarto e me jogo na cama, percebo que estou chorando, só não sei porque estou tão triste, eu gosto do Caique! Mesmo ele sendo um o****o.
Acordo com batidas na porta e a voz do Diogo.
- Você está viva?!?
- Não, eu morri a horas! - grito com a voz ainda sonolenta.
- Abre logo a porta gatinha. - vou até a porta e destranco a mesma sem abrir, logo me jogo na cama novamente, Diogo abre a porta e entra no meu quarto. - É muito bom poder comprovar que você está viva.
- Que legal.
- O que tá rolando? - ele pergunta parecendo preocupado.
- Nada que seja da sua conta.
- Ei. - ele me puxa me fazendo sentar na cama. - Está chateada por que te fiz prometer não contar a ninguém?
Fico em silêncio sem saber se devo lhe contar a verdade, com certeza ele vai me achar uma i****a e dizer que sou uma adolescente maluca.
- Claro que não Diogo.
- Não faz isso agora gatinha... prometemos que nada nem ninguém acabaria com a nossa amizade. - ele se senta na beira da minha cama com um olhar triste, não gosto de vê-ló assim.
- Juro que não é isso... só estou sobre muita pressão. - digo me jogando em seus braços logo sendo abraçada por ele.
- Eu te amo e vou confiar em você. - diz enquanto alisa meus cabelos.
- Pode confiar, sabe que eu não gosto de mentir para você.
- Eu espero que não. - após dizer isso ele começa a me fazer cócegas e no fim nos jogamos na cama cansados. - Fiquei te devendo um presente, e aqui está.
Ele diz estendo a mão, pego da mesma a caixinha rosa que ele estende para mim, abro a mesma e dentro tem um anel bem simples, ele é todo dourado e tem uma pedrinha azul em cima.
- Isso é... lindo. - digo colocando no meu dedo.
- Bastante cuidado, isso custou uma fortuna. - ele diz em tom de brincadeira. - Quase vendi meu rim.
- Obrigada maninho lindo. - abraço ele feliz por ele ter comprando meu presente, isso prova que ele lembrou de mim...
[...]