Cobra Só parei de socar a cara do cara quando vi ele todo ensanguentado. — Tu tá fodido na minha mão — falei, ainda ofegante, enquanto sentia o R9 me puxando. Os outros meninos estavam fazendo o mesmo. Ele me olhou com certo medo. E tava certo. Eu gostava desse olhar — de temor, de pavor — porque era isso que eu era: o terror de quem se metesse no meu caminho. — Para com isso, chefe. O cara já tá todo cheio de sangue — Juca falou, parado na minha frente. — Todo mundo vai embora, essa palhaçada aqui acabou! — gritei, pra geral ouvir. A casa da Lara tava lotada de gente. E eu nem sei de quem foi a ideia de fazer festa ali. Tudo bem fazer, mas desde as quatro da tarde? Duas brigas na mesma festa? Já devia ter acabado há muito tempo. Os moradores estavam reclamando, e o uso de droga tava

