Cobra... — Tô nem aí se tua tia morreu, se tu tá triste aí, com depressão — falei pro cara na minha frente, procurando um cigarro na minha mesa. Ele me devia. Não era muito, mas devia, né? E ia me pagar. — Eu vou pagar. Acontece que eu tive que dar entrada no enterro da minha tia e fiquei sem dinheiro — olhei pra ele e me encostei na cadeira, despojado. Tá me tirando pra o****o? Ele já me devia muito antes disso. Os prazos que eu dei já foram — e foram muitos, hein. Então, ou você paga no dia 15, que foi o combinado, ou vai morar junto com a sua tia — ele engoliu em seco, e eu desviei o olhar pra acender meu cigarro. Porra... O cara vem aqui tirar onda comigo? Já tá com três meses de atraso pra me pagar cinco mil. Eu nem perco meu tempo quando é grana pouca assim, mando um dos moleque

