Cobra... Estava anotando alguma coisa quando R9 entra sem bater. Olho pra ele, que me encara indignado. — Você não disse que a gente ia receber as mercadorias agora às 5, Cobra? Franzi o cenho. — Como assim, R9? — As balas, menor, o pó, conhece? O que a gente vende? Revirei os olhos. — Eu disse sexta, c*****o — volto a escrever no papel os meus cálculos dos gastos da semana. Melhor se as contas fossem feitas semanalmente, eu tinha um controle melhor. — p***a, eu entendi terça. Tô há meia hora te esperando lá na entrada do morro. — Por que não mandou mensagem, cuzão? — Meu celular caiu da moto e quebrou. Vou comprar outro hoje — neguei com a cabeça. — Aproveitando que tu tá aqui — levanto da cadeira — bora deixar as encomendas ali. Roberto disse que lá já acabou. — Tá. Mostro a

