Fiquei parada, sem entender a ordem. Sim, meu marido forçado tinha um quarto. Sim, ele podia estar nele. Sem mim. Eu não tinha nada a ver com isso. O olhar de Viviana, por cima do ombro de Vittorio, gritou para que eu me levantasse. Obedeci, as pernas ainda fracas. Indaguei a ele, devagar, usando uma das frases prontas que treinávamos durante as aulas, tentando parecer o mais respeitosa possível, apesar do terror que me consumia. — Cosa vuole che faccia, Signore? (O que o senhor quer que eu faça?) Ele me olhou, e depois olhou para Viviana, um gesto silencioso indicando para que ela saísse. Ela hesitou por um momento, os olhos fixos nos meus, querendo dizer algo que não captei, antes de se virar e fechar a porta atrás de si. Se ela estava preocupada com alguma besteira que eu pudesse

