Capítulo 116: Emanuele

431 Words

Fiquei nos aposentos de Viviana até o anoitecer. Ela tentou me ensinar um jogo de cartas siciliano, Scopa, talvez para me distrair, talvez para me testar. Eu perdia sempre. E nem entendia como perdia; apesar de ela ser uma boa professora, as regras me fugiam com facilidade, a mente ocupada demais com o que acontecera. O silêncio na villa era estranho. Uma presença invisível que nos deixava tão impotentes quanto o próprio Don. Só uma criada passou rapidamente pelo quarto, horas atrás, deixando uma bandeja com chá e biscoitos em um silêncio absoluto, o nervosismo contido em cada movimento. Depois, mais nada. Estávamos completamente sozinhas. A quietude enquanto tudo estava bagunçado, isso me preocupava. Porque, quando algo viesse - e com certeza viria -, me atingiria em cheio, e eu não p

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