O resto do dia partiu como um tiro. A minha vida era um cavalo desgovernado, e eu não tinha as rédeas para controlar o meu destino. Tive que comparecer às refeições, sentar-me à mesa com meu pai e minha avó, e fingir que nada estava errado, enquanto o fantasma do celular perdido me assombrava. A presença de Emanuele, agora silenciosa e distante, era uma provocação constante. Ninguém falava nada. Tudo estava como no começo, mas eu sabia que tudo estava diferente. E sentia que não era o único a perceber isso. Durante o jantar, enquanto a observava, minha mente trabalhava. O que Emanuele poderia fazer se, de alguma forma, encontrou meu celular? Levaria ao meu pai por conta do meu comportamento suspeito e tentaria obter vantagens? Era uma possibilidade. A brasileira inteligente, astuta e

