O Don me encarou através da mesa, seus olhos escuros perfurando os meus. O tom de voz dele permaneceu calmo, mas cada palavra era uma lasca de gelo. O tradutor, como um fantasma, sussurrou a sentença final em meu ouvido. — "Espero que a cena que ocorreu aqui, com meu filho, nunca mais se repita." Era uma ameaça, clara e direta. O pior era que o medo estava ali, um nó gelado no meu estômago, um arrepio na minha espinha. Eu tinha medo dele, um medo paralisante. Mas meu corpo se recusava a se encolher. Meu queixo se recusava a baixar. Eu não conseguia fingir submissão, mesmo que minha vida dependesse disso. Ele pareceu notar. Um brilho de algo que não consegui decifrar passou por seu olhar. — "Podem se retirar." Eu já estava pronta para empurrar a cadeira para trás, para fugir daque

