— Mentirosa — disse Dante, as mãos no meu pescoço. Eu não percebi quando ele me jogou ao chão após aquele maldito bilhete encontrar um encaixe perfeito na folha rasgada do meu caderno. Porém, o aperto contra a minha garganta ainda me permitia respirar. Eu ainda podia falar. Ainda podia implorar para não ser morta. Então eu senti as lágrimas se formando, escorrendo pelas minhas têmporas. Ele conseguiu, quebrou minhas barreiras, me fez chorar na frente dele. Depois de ser vendida, humilhada e quase forçada a me entregar a ele. De repente, eu não chorava só porque o cretino estava sobre mim, ameaçando me matar por uma coisa que eu não fiz e não entendia como tinha acontecido. Eu chorei por tudo. Pelo peso do mundo estar caindo sobre mim. Por eu ter que dar um filho à Máfia Vermelha. —

