O som da rolha saindo da garrafa foi um suspiro abafado na quietude da cantina. Derramei o líquido escuro em uma taça empoeirada que encontrei em uma prateleira. O rótulo, simples e arrogante, me encarava: Vittorio Rossi Riserva. Tomei o primeiro gole, o gosto potente do vinho do meu pai enchendo minha boca, o álcool descendo quente pela garganta. A segunda taça esvaziou mais rápido que a primeira. A terceira, mais ainda. O álcool, no entanto, não me deixou confuso. Pelo contrário. A mente, antes um turbilhão de pânico e fúria, tornou-se afiada, fria. O medo por Chiara não diminuiu, mas a impotência se transformou em um foco realista. Não obstante minha raiva e determinação, eu não podia fugir com ela e com o meu filho. Era uma fantasia infantil. Meu pai moveria céus e montanhas pa

