"Meu pai vai matá-la." O pensamento era um veneno, paralisando cada músculo do meu corpo enquanto eu estava ali, no chão, encostado na porta. Mas, lentamente, o veneno do medo começou a se transformar em outra coisa. Em fúria. E, sob a fúria, um novo propósito começou a se formar, duro e afiado como uma lâmina. Eu tinha que fazer alguma coisa para impedir. Eu tinha que salvar o meu amor e o meu filho. Não era mais sobre agradar meu pai ou acostumar a brasileira com a minha presença para então me entregar a sua virgindade. Não era sobre um herdeiro para um Novo Mundo. Minha única e verdadeira obrigação era para com o meu filho, que estava sendo gerado agora. Nem que para isso eu tivesse que sumir da villa e enfrentar a ira de Don Vittorio para sempre. Mas eu precisava falar com ela. P

