Capítulo 8: Emanuele

463 Words

As palavras do tradutor ecoaram no quarto silencioso. "O Don a espera para o jantar." A mulher no espelho, aquela estranha vestida de seda vermelha, não se moveu. Fui eu quem tive que forçar os pés, calçados naqueles sapatos finos e instáveis, a darem o primeiro passo. Sair da segurança relativa do meu quarto parecia um erro, mas ficar ali não era uma opção. Cada segundo de atraso era um desafio que eu não tinha como bancar. Respirei fundo e saí, o tradutor se posicionando um passo atrás de mim, como um guarda. O corredor era um túnel escuro de opulência. O chão de mármore polido refletia as luzes dos candelabros como um espelho n***o e gelado, e o som dos meus saltos era agudo e solitário, uma contagem regressiva em um silêncio de túmulo. O teto era tão alto que engolia qualquer ruí

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