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Contrato com o Pecado

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Blurb

Na Universidade Blackthorne, existem regras que ninguém escreve.

Não olhe para ele.

Não fale com ele.

E acima de tudo… não chame a atenção dele.

Kael Draven é o pesadelo vestido de preto. Frio. Intocável. Vazio.

Ele não sente culpa. Não sente remorso. E nunca, em toda sua vida, se interessou por ninguém.

Até Lyra Hale.

Uma garota invisível. Quebrada. Sozinha.

O tipo de pessoa que deveria passar despercebida.

Mas ela vê algo que não deveria.

E agora, Kael tem duas escolhas: destruí-la… ou possuí-la.

Ele escolhe possuí-la.

Não com amor.

Não com gentileza.

Mas com obsessão.

Enquanto rumores sombrios cercam seu nome e segredos perigosos vêm à tona, Lyra percebe tarde demais que não foi escolhida por acaso.

Ela foi escolhida porque Kael Draven não ama.

Ele fixa.

Ele observa.

Ele mantém.

E quando um psicopata frio decide que você pertence a ele… não existe fuga.

A única pergunta é:

Lyra vai sobreviver ao amor dele?

Ou vai se perder dentro dele?

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A Regra Que Ninguém Escreve
Existem três regras não oficiais na Universidade Blackthorne. Ninguém coloca no manual do aluno. Ninguém comenta nos corredores. Mas todo mundo sabe. Regra número um: não confronte os herdeiros. Regra número dois: não pergunte sobre o que acontece nas festas da ala norte. Regra número três: nunca chame a atenção de Kael Draven. Eu quebrei a terceira. E não foi por coragem. Foi por cansaço. — Eu não pertenço à Blackthorne. O campus é feito de prédios góticos cobertos por hera, vitrais antigos e estátuas de ex-alunos que hoje comandam bancos, empresas, governos. O tipo de lugar onde o silêncio custa caro. Eu estou aqui por bolsa integral. Trabalho à noite em uma cafeteria fora do campus. Durmo pouco. Como o que dá. Vivo contando moedas. Os outros estudantes andam como se o mundo fosse deles. Eu ando tentando não ser notada. Funcionou por seis meses. Até aquela segunda-feira. — Eu estava atrasada para Psicologia Criminal. Ironia bonita. A sala já estava quase cheia quando entrei. Conversas baixas. Perfumes caros. Risadas contidas. Eu mantive a cabeça baixa e fui direto para a fileira do meio. Uma cadeira vazia. Sentei. Tirei o caderno. Respirei. Foi então que percebi. O silêncio não era normal. Era direcionado. Como se alguém tivesse desligado o som do mundo. Levantei os olhos devagar. A cadeira ao meu lado não estava vazia. Kael Draven estava sentado ali. Eu sabia quem ele era antes mesmo de olhar direito. Todo mundo sabia. Não porque ele participava. Não porque ele era popular. Mas porque ele não era nada disso. Ele não frequentava festas. Não ria alto. Não fazia discursos. Ele apenas existia. E as pessoas se afastavam. Ele era alto, postura relaxada demais para alguém que claramente controlava cada centímetro do próprio corpo. Cabelos escuros, levemente bagunçados. Pele clara. Traços simétricos demais. Mas eram os olhos. Escuros. Imóveis. Sem calor. Sem pressa. Ele estava me encarando. Não com interesse. Com avaliação. Meu estômago apertou. Desviei primeiro. Claro que desviei. O professor entrou e começou a falar sobre transtornos de personalidade antissocial. — Psicopatas não sentem empatia da mesma forma — ele dizia. — Eles entendem emoções. Apenas não as compartilham. Uma risada nervosa ecoou na sala. Kael não riu. Eu senti o olhar dele sobre mim de novo. Pesado. Constante. Como se eu tivesse feito algo errado sem perceber. — Você está ocupando meu lugar — ele disse. A voz era baixa. Controlada. Sem agressividade. Isso tornava pior. Olhei para a cadeira. Não havia nada indicando posse. — Eu não sabia que tinha lugar marcado — respondi, mantendo o tom neutro. Ele inclinou levemente a cabeça. Um gesto mínimo. Estudado. — Agora sabe. Era simples resolver. Bastava levantar. Mas eu estava cansada. Cansada de sempre ceder. Cansada de sempre ser a menor. — Então escolhe outro — eu disse. O ar mudou. Literalmente mudou. A caneta dele parou de se mover. Três pessoas na fileira da frente viraram discretamente o rosto. Eu só percebi o que tinha feito depois que as palavras saíram. Kael ficou imóvel por alguns segundos. Longos demais. Então ele sorriu. Foi quase imperceptível. Mas aconteceu. Não era um sorriso feliz. Era o tipo de sorriso que alguém dá quando encontra algo interessante. — Eu nunca escolho duas vezes — ele murmurou. Meu coração bateu forte demais. O professor continuava falando. — Psicopatas podem desenvolver obsessões funcionais — ele dizia. — Quando algo desperta interesse, o foco se torna absoluto. Eu queria rir da coincidência. Não consegui. Kael voltou a escrever como se nada tivesse acontecido. Mas não desviou o corpo. Não se afastou. Pelo contrário. Ele se inclinou alguns centímetros na minha direção. Perto o suficiente para que eu sentisse o cheiro dele. Algo limpo, quase clínico. Sabonete caro e metal frio. Eu passei o resto da aula rígida. Consciente demais de cada respiração. De cada movimento. De cada segundo. Quando a aula terminou, as pessoas saíram rápido. Ninguém olhava diretamente para ele. Ninguém tocava nele. Era como se houvesse uma linha invisível ao redor do corpo de Kael Draven. E eu estava dentro dela. Comecei a guardar minhas coisas. Devagar. Esperando que ele fosse embora primeiro. Ele não foi. — Qual é o seu nome? — perguntou. Eu deveria ter mentido. Inventado qualquer coisa. Mas mentir exige criatividade. E meu cérebro estava exausto. — Lyra. Ele repetiu. — Lyra Hale. Meu sangue gelou. — Eu não disse meu sobrenome. Ele apenas me encarou. Sem pressa. Sem explicação. — Eu sei — respondeu. Não havia arrogância. Só fato. Ele já tinha pesquisado. Ou sempre soube. Não importava qual das opções era pior. Ele pegou a mochila e ficou de pé. Por um segundo, pensei que ele simplesmente sairia. Mas ele se inclinou levemente, aproximando o rosto do meu. Não havia toque. Mas havia invasão. — A partir de agora, você vai sentar aqui todos os dias. Não foi um convite. Foi uma decisão tomada. — E se eu não quiser? — minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia. Ele me observou por um segundo que pareceu eterno. — Você vai. Simples. Frio. Inquestionável. Então ele saiu. Eu fiquei ali. Sozinha na sala quase vazia. Tentando entender por que minhas mãos estavam tremendo. Não era atração. Não era exatamente medo. Era a sensação primitiva de que algo tinha mudado. Como quando um predador escolhe uma presa. Não porque está com fome. Mas porque pode. — Naquela noite, quando cheguei ao meu pequeno quarto fora do campus, encontrei algo que não estava lá antes. Um envelope preto sobre a mesa. Sem selo. Sem remetente. Meu nome escrito à mão. Lyra Hale. Abri. Dentro, havia apenas uma folha. Uma frase. “Você deveria ter levantado.” Meu coração disparou. Não havia assinatura. Mas não precisava. Porque eu entendi. Eu não tinha chamado a atenção de Kael Draven. Eu tinha feito pior. Eu tinha desafiado. E homens como ele não ignoram desafios. Eles aceitam. E vencem. Mesmo que precisem destruir o tabuleiro inteiro para isso. — E pela primeira vez desde que entrei na Blackthorne… Eu percebi que talvez conseguir a bolsa não tenha sido o maior risco que eu corri. Talvez o verdadeiro erro tenha sido sentar ao lado dele. Porque Kael Draven não se apaixona. Ele fixa. E quando ele fixa… Ele nunca escolhe duas vezes.

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