Olivia Hayes A rua estava quase vazia. Um manto de neblina escorria preguiçosamente entre os imponentes prédios, engolindo os contornos da cidade e transformando o familiar em um cenário etéreo. O som dos meus saltos contra o asfalto úmido era o único que se ouvia com clareza, um eco rítmico que preenchia o silêncio e marcava o meu caminho. O resto era um murmúrio abafado pelo vento frio que sussurrava histórias indecifráveis, um silêncio denso que envolvia tudo. Tarde demais para o café da esquina ainda estar aberto, suas luzes aconchegantes já apagadas, suas cadeiras empilhadas, anunciando o fim de mais um dia. Cedo demais para o bar da rua de trás ter movimento, as portas ainda cerradas, as promessas de risadas e brindes guardadas para mais tarde. Era aquele limbo peculiar entre o fim

