Rebeca ainda me prendia na parede, mas me olhava estranho, como se não me conhecesse ou como se minha pele tivesse se tornado verde de repente
_O que você...? - Ela não parecia saber o que queria perguntar - Você n******e estar falando sério – me olhou desconfiada
_Foi meio que uma medida tomada pelo desespero – confirmei, dando de ombros
Péssima ideia! O fogo voltou aos seus olhos e parecia impossível de ser extinto de novo, sua fúria me assustou, mas não pude fazer nada, enquanto a fera raivosa me jogava no chão e começava a me bater, me insultando a cada soco, eu desesperadamente tentei segura-la inutilmente, gritando:
_Eu falei sério! Falei sério!
_Quem você acha que está enganando, i****a? Eu vou te fazer engolir essa coragem que nunca devia ter te brotado!
_Rebeca! - tentei brigar, mas ela me ignorou
_Coragem em alguém tão patético é falta de sensatez! Vou te ensinar com quem você está lidando!
Ela ainda me batia, mas consegui segurar seus braços e nos virar, correndo e abrindo a porta, eu podia fugir e sabia que ela não viria mais atrás de mim por hoje, mas parei. Eu parei na porta aberta e me virei para vê-la se sentar na cama e me olhar confusa por ter parado. Era isso!
Respirei fundo e fechei a porta, caminhando até ela
_Você não vai-? - a interrompi, segurando seu rosto
_Não - respondi calmo e me aproximei devagar
Observei seus olhos se fecharem, então juntei nossos lábios, meus dedos se enredando em seu cabelo, senti suas mãos em mim, uma segurando em meu braço, enquanto a outra segurou firmemente em minha nuca, ela nunca deixaria de buscar o controle, sorri e me demorei mais um pouco, antes de afastar meu rosto
_Eu sei exatamente com quem estou lidando – falei baixo, só para ela escutar
Então a beijei novamente, dessa vez mais forte, como se buscasse tomar todo seu ar, para fazê-la entender de uma vez o que eu mesmo demorei a perceber, minhas mãos desceram para seus quadris, enquanto as dela caíam em meus ombros, nossos lábios se afastando e colei nossas testas, ainda de olhos fechados.
_Você, finalmente, será minha namorada ou não? - não foi uma pergunta, foi uma cobrança, já chega desse jogo de gato e rato, não era tão divertido fazer o papel do rato
Afastei pouco nossos rostos para ver sua reação e, embora eu pudesse ver o sorriso m*l contido, ela desviou o olhar
_Eu não sei... - ela franziu os lábios e a olhei cansado – namorar um i****a que se esconde de mim em minha própria casa e não foge quando pode? - revirei os olhos, mas ela passou os braços ao redor do meu pescoço, me puxando para baixo e mais perto – Pode ser
Respondeu indiferente, mas seu sorriso era o suficiente. Aproveitei a proximidade para passar os braços ao redor de sua cintura, a levantando e virando, sorrindo para ela, que finalmente estava de pé.
_Pode ser – a imitei e ela me empurrou rindo
Eu a segurei e caímos os dois na cama, ainda estávamos rindo quando Fernanda bateu na porta
_É seguro? Luís, consegue me responder?
_Está tudo bem, Nanda, pode entrar – respondi
Fernanda entrou desconfiada até nos ver na cama e começar a se agitar
_Não. Não, não, não, não e não. Fora do meu quarto! Vocês não vão fazer nada na minha cama!
_Sério? - a encarei e Rebeca jogou um travesseiro na prima
_Rebeca! - Fernanda reclamou – calado! - ela me repreendeu quando continuei a rir dela, me olhando f**o
_Ah, vamos, Nanda, não estamos fazendo nada – brinquei e ela se aproximou
_E nem vão fazer!
Fernanda ignorou nossas reclamações e nos puxou da cama, levando nós dois para fora do quarto dela, ambos ainda rindo
_E agora? - perguntei a Rebeca
Antes que a Rebeca pudesse responder, Fernanda assumiu:
_Agora, vamos os três para a lanchonete, porque sua mãe está preocupada com quanto de dano que a Rebeca causou dessa vez, além disso, eu esqueci meu livro lá ontem
E assim foi feito, contato que Fernanda estivesse por perto, Rebeca poderia ser controlada, eu teria que pegar algumas dicas se quisesse sobreviver a esse namoro.