- Capítulo 1 -
SINOPSE
Amélia Carter é uma mulher determinada que fala tudo que pensa e não se importa muito com o que pensam sobre ela, a jovem de vinte e três anos é filha de um casal humilde que mora em Hoboken no interior de Nova York, desde muito nova trabalhava ajudando seus pais na lanchonete da família e nas horas vagas ajudava sua melhor amiga na floricultura, Até que certo dia Amélia ganha uma oportunidade de emprego em uma cidade do interior da Califórnia e deixando tudo para trás ela vai em busca de seus sonhos, porém tudo muda quando ela conhece Luke Jones um CEO controlador de trinta e dois anos muito ciúmes a vista, Luke é o mais velho da família Jones e carrega o peso do legado de Montgomery o patriarca da família, Luke era sério e quase nunca se divertia mas naquele verão tudo ficou ainda mais quente, Com personalidades totalmente diferentes e um temperamento pra lá de explosivo o que será que esses dois prometem ? Amélia não dará o braço a torcer e Luke não é um homem que desiste fácil quando quer algo, Embarque nessa comigo e venha ver esse verão pegar fogo com esses dois.
PERSONAGENS:
Luke Jones
Amélia Cárter
" Eu tenho sido um servo do seu amor
Você acabou de me desdobrar
Me rasgue
Eu planejei minha fuga
E não há nada que ninguém possa fazer
Porque eu sou apenas viciado em você "
Sabe quando você sente que já esteve ligado à uma pessoa em vidas passadas ? Como se o seu coração pertencesse a ela, foi assim que eu me senti naquele verão em que conheci Amélia, A pele clara e os cabelos negros era dona de olhos que escondiam os mais profundos segredos, éramos de mundos totalmente diferentes, Em tempos passados jamais imaginei me apaixonar perdidamente por uma moça como ela mas como essas frases de livros clichês dizem " Não mandamos no coração " e talvez esse tenha sido meu erro ou meu maior acerto, Venho de uma linhagem muito reconhecida por toda Califórnia dentre outros estados, cidades e consideravelmente até países e você pode achar que é algo bom mas no fundo não é, Sou o mais velho de dois irmãos e já se deve imaginar que toda sobrecarga da família recai sobre mim, O peso e o legado de Montgomery Jones o patriarca da família e também o meu pai, Fui treinado desde muito cedo para seguir cada passo que meu pai deixaria após se aposentar de nossas empresas, enquanto meus irmãos viajavam e escolhiam ter vidas menos conturbadas eu ficava encarregado de todo peso e sempre fui cobrado por isso, Jones não aceitava erros e desculpas e por isso sempre me cobrei ao máximo e ao extremo para ser até melhor do que ele.
Há dois meses eu havia chegado a Laguna Beach para resolver as últimas pendências que meu pai havia deixado, Vim acompanhado de Javier Dias sócio e um dos meus melhores amigos, Bom eu não era uma pessoa muito sociável e sempre gostei de ser assim um pouco solitário porém sem decepções fúteis, digamos que sempre fui controlador e raramente acabo cedendo esse é um dom que herdei do meu digníssimo pai, hoje eu iria tomar posse de todas as empresas do meu pai e não eu não estava nenhum pouco feliz com isso e só de ver todos aqueles abutres que com certeza queriam minha cabeça em uma bandeja puxando o saco do meu pai era de cortar os pulsos de tão medíocre, Ha quem diga que sou um tremendo filho da puta porém nada escapa de mim, Há algum tempo atrás descobri que um dos assessores da empresa estava mexendo na contabilidade da empresa e mandei o verme miserável direto pro inferno, Nesse mundo de negócios é matar ou morrer, e eu estava preparado pra tudo.
Depois de duas horas de reunião e decidindo o que já era óbvio, Javier veio com uma de suas ideias brilhantes de conhecer a cidade de perto, não estava satisfeito com aquilo afinal de contas eu nunca saio e quando quero sexo casual eu simplesmente chamo e logo consigo o que quero, mas realmente não passa disso até porque não está nos meus planos me casar ou formar uma família pois não quero dar de cara com alguém como Elisabeth Jones, o pouco que sabia sobre ela já era suficiente para não querer me apaixonar jamais.
- E então meu querido, você vai comigo aproveitar a noite e as belas mulheres ou vai ficar aí com essa cara de mal comido ? - Sorri revirando os olhos
- Você sabe que eu não gosto de sair e quanto as mulheres eu não estou afim de conhecer nenhuma! - Dei um tapinha de leve em suas costas. - Deixo as mulheres pra você meu amigo!
- Você vive trancado nesse escritório, puta que pariu cara você tem que entender que não é o seu pai, deixe de ser um merda amargurado e vamos logo sair! - Cerrei os olhos em direção a ele, odiava me comparar ao meu pai.
- Fui criado para ser igual ele, mas como você hoje resolveu ser uma menininha chorona eu vou ceder, me de alguns minutos e estarei pronto!
- Luke Jones cedendo ? Me deu até um tesao! - Gargalhei levantando e indo em direção ao meu quarto.
Decidi não colocar algo muito casual, visto uma calça jeans preta despojada e uma camiseta polo azul quase da cor da calça, sapatos confortáveis e com um toque rústico e um Rolex que ganhei de aniversário, pego as chaves da SUV e sigo em direção a casa de Javier, eu não estava contente por estar saindo da minha rotina no meio da semana mas já que estamos aqui então vou tentar aproveitar algo de útil, como sempre Javier se vestia como se fosse um mafioso estilo poderoso chefão.
- Jones você está um tesao nessa roupa, caso nenhuma mulher queira você eu mesmo posso fazer esse sacrifício - Dei um soco em seu ombro.
- Vai se foder Don Corleone, vamos antes que eu me arrependa e soque sua cara seu bastardo!
Como de costume Javier escolheu uma boate bastante animada porém diferente, ficava localizada na praia e havia casais dançando e alguns namorando em sofás que pareciam camas, a música extremamente alta fazia meu juízo doer a cada batida estridente, fomos em direção a área VIP onde Javier já havia ido em busca de algo forte o suficiente para beber, De onde estávamos tínhamos uma visão perfeita da pista de dança da balada e foi então que eu vi aquela mulher.
- Porque você está com essa cara de cachorro quando vê o osso, Aí caramba agora eu sei porque, que mulher é aquela! - Javier colocou a mão no peito como se tivesse levado um tiro.
- Não sei, mas vou descobrir! - Virei o gole de uísque e fui em direção a pista de dança.
- Não vá ser um filho da puta Jones!
Eu nunca havia visto uma mulher tão linda quanto aquela, os cabelos compridos e negros e uma boca carnuda que se encaixaria perfeitamente em volta da minha, o corpo era perfeito uma cintura fina onde minhas mãos arderam para tocar, a maldita balançava a bunda empinada e aquilo era satisfatório de ver, Me aproximei aproveitando que sua amiga havia saído e a puxei firme pela cintura dançando no ritmo da música com as mãos cerradas, ela iria acabar com meu psicológico apenas com aquelas reboladas em volta do meu pau que já estava dando sinais de vida, a virei de frente e ela passou às mãos sobre meu pescoço e abriu a porra de um sorriso que me deixou ainda mais miserável mas não deixei abalar a minha pose de macho alfa, essa mulher ia ser minha ela só ainda não sabia.
AMÉLIA
Laguna Beach era minha mais nova casa, não foi fácil deixar meus pais em Nova York porém eu precisava correr atrás dos meus sonhos e um deles era dar uma vida melhor a eles, desde que me entendo nesse mundo meus pais sempre trabalharam e a vida não tinha sido muito fofa e amável conosco porém nunca os vi desistir de me dar o melhor a altura deles, eu sempre me forcei a ver as coisas pelo lado bom e real do que acontece e por isso não ligava e nunca dei ouvidos ao que as pessoas pensavam ou falavam sobre mim, antes de vir para essa cidade eu havia deixado para trás não só meus pais e minha vida toda mas meu ex noivo Enrico Moretti, nós nos dávamos muito bem e tínhamos os mesmos gostos até o bonitão decidir brincar com a minha curta paciência porém isso fica pra outra hora, Havia embarcado nessa nova vida ao lado da minha melhor amiga Flora Garcia e como sempre ela topou de cara, nós nos conhecemos no ensino médio e desde então nos tornamos inseparáveis.
Eu estava empolgada com tudo que essa cidade poderia me proporcionar e já que só iria começar na empresa nova na outra semana decidi aproveitar as melhores baladas da cidade, nada como uns bons drinks e música animada que não melhore o ânimo de qualquer pessoa, Flora e eu havíamos ido às compras e como eu nunca tive muito dinheiro decidi seguir a risca a política que aprendi com meu pai " melhor sobrar do que faltar " então não me esbaldei de joias e roupas caras até porque isso não me deixava surpreendida, o dia havia passado voando e a noite já se aproximava, coloco uma música para ir me animando enquanto flora escolhe nossas roupas ela sempre teve muito bom gosto e sabe bem o que eu gosto apesar de termos estilos totalmente diferentes.
Decido colocar uma saia de cintura alta preta que não fosse tão curta pois queria dançar até os pés ficarem cansados, coloquei um top de renda vermelho que destacava bem minha cor e tinha um decote maravilhoso que realçava bem os meus seios, joguei um blaser branco por cima e um scarpin preto, deixei os cabelos soltos e volumosos e uma maquiagem leve nos olhos e um batom vermelho que desse ainda mais volume aos meus lábios carnudos, Flora estava com um vestido vermelho que destacava sua cintura e era soltinho embaixo, os longos cabelos ruivos soltos com cachos nas pontas e uma maquiagem que destacava seus olhos lindos, seguimos em direção a boate que iria inaugurar essa noite.
Ao chegar no local flora foi em busca de nossas bebidas e eu fui direto para a pista de dança, precisava relaxar e esquecer um pouco dos problemas, a música latina invadiu meus ouvidos e me soltei no ritmo da batida agitada quando senti mãos fortes e firmes me segurando pela cintura e eu estava prontíssima pra virar minha mão no rosto do escroto que achava que podia fazer aquilo, quando virei fiquei em choque com o que vi mas mantive a cara de paisagem e continuei dançando, o homem parecia um daqueles deuses gregos inabaláveis ele tinha uma barba que só de olhar já molhava a calcinha e a única coisa que fiz foi sorrir e ele cerrou ainda mais as mãos e me puxou pra perto dele, eu que não ia perder pra esse monte de músculos me virei de costas e rebolei minha bela bunda nesse homem e posso dizer que comecei a sentir seu corpo reagindo e não era só o corpo.
- Até que pra uma parede de músculos você dança muito bem! - O gostosão deu um sorriso de molhar calcinha e eu me mantive intacta. - Só não sabia que os homens dessa cidade acham que é só chegar e puxar a mulher!
- Obrigada pelo elogio eu acho, eu não sou dessa cidade mocinha, não sei se eles fazem isso mas quando eu vejo algo que quero eu não procuro rodeios! - Ele colocou meu cabelo atrás da minha orelha e sorriu.
- Algo que você quer ? E onde está então ? - Sorri mordendo os lábios.
- Ou a senhorita é muito ingênua ou é cega pra não perceber que vai ser minha!
Eu não sei quem esse Vitor Corleone pensa que é mas aqui não funciona assim, nunca pertenci a ninguém e se ele pensa que sou igual as outras que ele já encontrou ele se dará muito mal, sigo em direção ao bar e a parede de músculos vem atrás.
- Olha aqui bonitão metido a mafioso, eu não sei quem você pensa que é mas não sei quem andou te iludindo de que um dia eu serei ou seria sua! - Virei o gole da cerveja sentindo o amargo descer.
- Não só vai ser minha como vai implorar pra que eu a toque de novo! - Ele se aproximou indo de encontro aos meus lábios.
- Opa opa garanhão, vamos ver quem é que vai implorar algo aqui, acho melhor você pegar esse seu ego inflado e voltar bem quietinho pra onde você estava ou vou perder minha educação e você as suas bolas!
- Atrapalho o casal ? - Um homem alto e elegante pigarreou chamando nossa atenção.
- De forma alguma Javier, eu já ia te procurar, até logo docinho! - Sorri amarelo pra ele e sai em busca de flora.
Já passava das quatro da manhã quando saímos da boate, eu ainda estava com uma resposta entalada na minha garganta e eu sei bem que aquele homem não me cheira a coisa boa, pra nossa sorte Flora havia perdido as chaves do carro e estava completamente louca, infelizmente minha amiga não tinha tanta força assim pra me acompanhar nos porres da vida e sempre ficava bêbada muito rápido e eu estava aqui a pé e tendo que carregar essa ruiva que não falava coisa com coisa, percebo que um carro se aproxima e começo a rezar afinal de contas eu já não tinha muita coisa e se fosse roubada era estar muito na merda na primeira semana morando aqui, o carro reduz a velocidade e vejo o vidro baixando lentamente e pro meu desgosto o poderoso chefão estava lá acompanhado do loiro com cara de Rambo do Paraguai.
- Precisa de ajuda docinho ? - Ele sorriu tirando os óculos.
- De você ? Prefiro carregar ela nas costas! - Uma carona não cairia nada mal, mas nunca que eu ia dizer isso em voz alta, na merda porém com dignidade - Estamos bem, siga seu caminho garanhão!
- Sua amiga não parece muito bem, e se não for impressão minha ela está quase dormindo em pé - Ele sorriu de lado e eu quis tirar aquele sorriso no soco. - Deixe de ser teimosa e entre logo!
- Luke tem razão, você não vai aguentar carregar ela até chegar em casa usando esses saltos gatinha! - O loiro piscou e eu revirei os olhos.
- Fica quietinho Rambo do Paraguai, quer dizer então que seu nome é Luke, pensei que era Poderoso chefão já que anda por aí ditando ordens! - Sorri irônica.
- Entre logo ou eu mesmo desço e te coloco aqui de uma maneira que você não vai gostar muito, já estou perdendo a paciência!
- Li..Lia entre logo, eu quero dormir! - Sorri do jeito que ela pronunciou meu nome, me fez lembrar meu pai -
- Então lia, vai entrar por você mesma ou vou ter que ir aí buscá-la ?
- Pra um homem bonito e metido a chefão você é bem sem educação e grosseiro! - Cerrei os olhos em direção a ele.
- Meu anjo entre logo aqui, vou te ajudar com sua amiga, Luke não sabe ser cavalheiro ele só sabe ser o cavalo! - Gargalhei alto e entrei no carro junto com flora.
Para o meu azar ou coincidência da vida descobri que o bonitão era basicamente meu vizinho e que já estava na cidade a dois meses, depois de deixarem a gente em casa Javier me ajudou a levar flora até o meu quarto enquanto Luke esperava do lado de fora, eu não iria deixar aquela coisa cabulosa entrar na minha casa e eu havia gostado do Rambo do Paraguai.
- Obrigada Javier, não iria conseguir carregar essa ruiva cabulosa até o quarto sozinha! - Agradeci dando um beijo em sua bochecha.
- Avise se precisar de algo Lia, esse é meu número! - Ele piscou faceiro e Luke pigarreou chamando atenção do amigo. -
- Meu nome é Amélia, Lia é apenas apelido.
- Prefiro docinho!
- Prefiro que você saia da minha casa, aceitei sua carona e não ser sua amiga!
Javier e Luke saíram sorrindo e eu fui em direção ao meu quarto, precisava de um banho urgente e de dormir por dez horas seguidas, parecia que meu corpo havia sido atropelado por um caminhão, liguei o chuveiro e entrei pensando em como os dois eram diferentes, fiquei me perguntando se eram irmãos, coitado do Javier se fosse irmão daquele ditador mas também não podia negar que ele era um homem muito bonito.