10 anos depois
Durante esses dez anos que passou muita coisa aconteceu, Rodrigo e Allanna se casaram em uma cerimônia simples e muita coisa aconteceu na vida do casal e do pequeno Pedro Henrique que agora não é mais tão pequeno assim, Rodrigo junto com o cunhado Raphael comprou o colégio no centro da cidade e deixou a empresa para Pedro Henrique assumir quando completasse 20 anos de idade, mais tinha um probleminha nisso tudo, ele não queria ficar preso em um escritório cheio de papéis, mais enquanto Rodrigo tentava fazer o filho mudar de ideia e começar a fazer estágio Jonathan ficou tomando conta da empresa enquanto ele cuidava do colégio e Allanna de sua confeitaria que era um sucesso na cidade.
Desde os dez anos de idade que Pedro Henrique demonstrava que amava motos e ao completar seus dezoito anos ele ganhou uma moto esportiva avaliada em 200 mil reais e era o seu xodozinho.
Nesse momento Rodrigo e Allanna estavam sentados na mesa tomando café da manhã quando Pedro chegou até eles arrumado, ele vestia uma calça jeans preta, uma camiseta branca, um vas nos pés e uma jaqueta de couro enquanto na cabeça tinha um boné com o bico para trás.
— Bom dia família.— ele fala sentando na mesa
— Bom dia! Você vai sair?
— Sim, vou me encontrar com alguns amigos.— ele fala pegando uma fatia de bolo e um copo de suco e Rodrigo olha para o filho sem acreditar no que ele acabou de ouvir.
— Você só pode está de brincadeira Pedro Henrique, como assim você vai sair se vou te levar para a empresa? Você começa hoje como estagiário, não pode faltar o primeiro dia.
— Pai, eu não quero trabalhar em um escritório, quantas vezes eu vou ter que falar isso para o senhor?
— E o que você quer fazer da vida? Subir e descer em cima dessa moto ? Você acha que assim você vai pra frente rapaz
— Eu não quero subir e descer, eu quero entrar para a competição de motocross, e o senhor querendo ou não eu vou.— Pedro Henrique fala com raiva e levanta da mesa sem ter terminado de tomar café e sai de casa, sobe em sua moto e dirige em alta velocidade para a pista onde iria se encontrar com os amigos, deixando Rodrigo muito bravo e Allanna sem saber porque o filho está agindo assim tão desobediente, sendo que ele não era assim.
— Olha só quem acabou de chegar!— Davi seu melhor amigo fala quando o moreno desce da moto chamando atenção do pessoal
_ Iai galera.— Ele fala com o pessoal que estava alí e ficam conversando e bebendo
— Então você vai fazer o teste para entrar na motocross?— seu amigo pergunta curioso
— Sim, eu vou, não vejo hora
— Você tem certeza amigo?
_ Mais é claro que tenho, estou ansioso para que aconteça logo
— E o seu pai? A sua família concorda?
— olha Davi, pra falar a verdade nenhum deles me apoia nisso, mas infelizmente eu já sou maior de idade posso muito bem fazer as minhas escolhas, eu sou apaixonado em motos, amo andar na adrenalina, o que eu mais quero é entrar nessa competição.
_ Eu sei, te entendo e te apóio, mais você não pode ser egoísta com eles, eles só tem medo que você se machuque, e como primogênito ele quer que você assuma a empresa por ele já está de idade, você me disse que ia começar a trabalhar hoje, e o que você está fazendo aqui?
— Eu não consigo passar uma semana trancafiado em uma sala daquelas
— Tudo bem, mais veja bem o que você realmente quer
— Venha aqui, você está do meu lado, ou do lado deles?
— Eu não estou do lado de ninguém, só quero que o meu amigo faça a coisa certa e pode acreditar, eu torço pela sua felicidade
— Obrigado.— Os dois ficam ali conversando mais um pouco até que começa a chegar mais algumas pessoas, e as horas vão passando e nada de Pedro Henrique voltar ou atender as ligações de seu pai.
Os dias foram passando e sempre que podia ele ia praticar até que conseguiu entrar para o time e estava mais que feliz por isso.
— Oi pai queria falar comigo?
— sim, senta aí?
— certo. — Pedrinho senta na cadeira na frente do pai que começa a falar
— quando você ia me contar?
— Contar o quê? Ele pergunta tentando disfarçar o nervosismo.
— não me faça de i***** Pedro Henrique, Então vai logo me falando, eu já sei de tudo.
— pai.
— Nada de pai, como você passa da minha ordem assim hein ?
— Eu não sou mais criança tá legal, eu te falei desde o início que queria entrar na equipe e eu tenho muita chance de ganhar o campeonato.
— E perder a vida também não é ?
— Ah pai não começa por favor.
— Tudo bem Pedro Henrique, Se você quer assim assim será.
— Como? eu posso competir assim de boa?
— sim você pode.
- certo mas o que vem depois? eu te conheço pai sei que você vai me pedir algo em troca
— Você acertou.
— Então manda aí .
— Eu vou deixar você participar mas para isso você tem que começar o estágio na empresa, porque você precisa sumir ela daqui a dois anos, você é minha única chance.
— Ah não pai, de novo não, essa conversa já tô cheio
— Eu sei Pedro Henrique mas eu só tenho você para me substituir mas o meu sonho onde fica?
— você pode fazer os dois
— Como assim?
— Se você quer tanto fazer essa competição eu vou te apoiar e você me apoia também.
— Explique?
— eu não tô conseguindo entender você assume a empresa e continua com a sua competição e eu estarei lá te apoiando, essa é a única saída que você tem.
— tudo bem, eu aceito— ele fala revirando os olhos
— Posso sair agora?
— Sim, mas não esqueça que a semana que vem as aulas vai começar e você não vai repetir de ano de novo porque senão eu vendo a sua moto.
— Eita agora o senhor me chateia demais hein.
— Só estou fazendo isso pelo seu bem Pedro Henrique, e você sabe muito bem disso.
— Tudo bem, tudo bem senhor Menezes.— Pedro Henrique sai do escritório do pai chateado e sobe para o seu quarto e Rodrigo suspira fundo e tenta relaxar.