A notícia da invasão se espalhou como fogo em gasolina. Em menos de doze horas, Palermo estava em silêncio absoluto. Nenhum navio partia. Nenhum carro cruzava as estradas. O nome de Lorenzo Valente voltava a ecoar nas sombras — o Don que não perdoava. Ele estava no escritório, de pé diante do mapa. As mãos sobre a mesa, o olhar fixo no ponto onde a Famiglia Ferreti ainda existia. O silêncio ao redor era quase religioso. — Quantos sobreviveram ao ataque? — perguntou, sem erguer o rosto. Rosetta, ainda com curativos, respondeu: — Poucos. A maioria fugiu ou se escondeu nas docas. Lorenzo assentiu. — Então queimem as docas. — Don… — Matteo tentou intervir. — Há inocentes lá. Lorenzo levantou o olhar. — Não há inocentes quando tocam o que é meu. Matteo respirou fundo, mas não res

