Amira acordou com a sensação de que o mundo inteiro conspirava contra ela. A noite anterior tinha sido sufocante, carregada de silêncio, e o peso da presença de Lorenzo ainda pairava em sua mente. Cada detalhe da mansão parecia observá-la, e ela sabia que não poderia baixar a guarda. Enquanto se levantava, ouviu passos leves do outro lado do corredor. Era Bianca. Amira prendeu a respiração. A mulher tinha o olhar afiado e a presença invasiva, e não precisava de palavras para deixar claro que desprezava tudo o que Amira representava. — Bom dia, querida — disse Bianca com um sorriso calculado, quase venenoso. — Espero que tenha dormido bem. — Bom dia — respondeu Amira, tentando soar firme, mas sentindo o corpo tremer ligeiramente. — Precisa de algo? — Apenas observar — retrucou Bianca, c

