O sol de Palermo nasceu tímido, escondido atrás de um céu acinzentado. A fumaça ainda subia das ruínas da mansão Inferno, transformando o horizonte em um quadro de guerra. O cheiro de madeira queimada se misturava ao sal do mar, lembrando a todos que o inferno não havia acabado — apenas mudado de forma. Amira estava de pé sobre os escombros, o casaco n***o cobrindo os ombros feridos. As mãos ainda tremiam, mas o olhar permanecia firme. Atrás dela, Lorenzo observava em silêncio. O rosto dele, coberto de curativos, revelava um homem que havia sobrevivido mais uma vez à própria morte. — Foi assim que começou. — murmurou ele. — Fogo, sangue e reconstrução. Amira não se virou. — E é assim que termina. Lorenzo deu um passo à frente, apoiando-se na bengala improvisada. — Você ainda acr

