O amanhecer chegou com uma frieza cortante, refletindo nos vidros da mansão Valente como lâminas de gelo. Lorenzo estava sentado na sala de reuniões, os dedos tamborilando impacientemente sobre a mesa de mogno polido. O silêncio do ambiente era apenas aparente; dentro dele, cada segundo se tornava uma eternidade carregada de tensão. Ele não dormira bem, os pensamentos emaranhados em uma teia que apenas Amira parecia conseguir tocar, mesmo sem querer. Dante Russo entrou sem bater, como era costume entre os poucos que conheciam a i********e do Don. Mas a postura dele não era a habitual confiança e leveza; havia uma tensão na maneira como caminhava, como se estivesse carregando um aviso prestes a explodir. — Lorenzo — começou Dante, a voz firme, mas carregada de urgência — precisamos conver

