Helena não perdeu tempo.
— Chega de rodeios, Gabriel. Precisamos da sua ajuda.
Gabriel pousou o copo na mesa da suíte.
— Vocês sempre precisam da minha ajuda. Mas me diga uma coisa, Helena… Você já contou a ela por que realmente a encontrou?
O corpo de Elaine ficou tenso. Seus olhos se voltaram para Helena, que manteve o olhar firme em Gabriel.
— Isso não vem ao caso agora.
— Vem sim — disse Gabriel, olhando diretamente para Elaine. — Você quer saber, não quer? Como a Helena soube da sua existência?
O estômago de Elaine revirou.
— Estou ouvindo.
Gabriel sorriu de lado, satisfeito com a tensão crescente. Então, ele se inclinou ligeiramente para frente e disse:
— Porque o homem que enganou você… aquele que tentou te matar… era irmão do homem que enganou Helena.
O quarto pareceu ficar em mais pequeno por um segundo. O coração de Elaine disparou.
— O quê? — ela sussurrou, a voz quase falhando.
Helena finalmente olhou para ela.
— Eu já sabia quem você era antes mesmo de te conhecer, Elaine. Eu sabia o que você fez.
— Você me seguiu… — Elaine sentiu o sangue gelar. — Você já sabia sobre mim esse tempo todo?
— Sim — Helena respondeu, sem rodeios.
A traição queimava no peito de Elaine.
— Então tudo isso foi uma mentira? Você só queria me usar para chegar até aqui?
Helena se inclinou na direção dela, os olhos âmbar intensos.
— Eu te procurei por vingança. Mas eu fiquei por outro motivo.
O silêncio entre elas foi cortado por Gabriel, que sorriu de forma enigmática.
— Ah… Isso está ficando interessante.
Mas para Elaine, a única coisa que ela conseguia sentir era a dúvida esmagadora.
Helena era sua aliada? Ou apenas mais uma peça em um jogo que ela nem sabia que estava jogando?