Capítulo 65
Ester narrando
Eu encaro ele pensativa, eu realmente não sei qual era o jogo do Sampaio, mas eu estava longe de cair em um jogo de qualquer homem, então eu jogo já na cara dele que ele sempre quis m eusar.
— Eu não sei se eu confio em você – eu falo o encarando – eu até confiei uma vez e você tentou me enganar.
— Eu tentei enganar? – ele pergunta me encarando – como assim Ester?
— Não se faça de i****a – eu me levanto e ele se levanta também – você quis me usar contra o plano do meu tio.
— Essa era a ideia inicial, mas eu jamais colocaria uma pessoa inocente no meio dessa briga – ele fala – ainda mais como isca, esquece, eu não faria isso – eu começo a rir
— Você realmente acha que você vai vir com esse seu sorrisinho s****o, com esse olhar de cafajeste e vai me fazer cair no seu papo? – eu pergunto para ele e ele me encara -a té pode ser que eu caia, mas não nessa vez.
— Eu nunca quis te enganar ester, fui o mais sincero possível com você – ele fala.
— Mentiroso – eu afirmo e ele me encara – você tentou sim me enganar.
— Eu não estou entendendo, eu jamais te usaria você em algum plano, eu estou aqui te falando a verdade, te contando a verdade sobre tudo, sobre algo que eu jamais poderia abrir a boca para quem não fosse do comando.
— Por estratégia e se tudo isso for mentira?
— Eu não estou mentindo para você Ester – ele fala.
— Você já mentiu uma vez – eu falo olhando para ele
— Menti? – ele pergunta – então me diz quando?
— Não mentiu não, porque você não disse nada – ele me encara – mas vocçe tentou me enganar, me usar como escape ou qualquer outra coisa.
— Do que você está falando?
— Do dia que eu tranquei você e Alana no salão – ele estreita os olhos me encarando – depois você foi direto para o banheiro me encontrar, e horas depois, Alana me disse com todas as letras que vocês tinham se acertado.
— No mesmo dia? – ele pergunta
— Na mesma noite – eu afirmo para ele – imagina a minha cara, quando ela me disse isso, sabendo que meia hora atrás a gente estava juntos. Por isso eu não confio em você e jamais vou confiar Sampaio, você tentou me usar para algo e eu não aceito isso. Aqui quem usa os homens sou eu, mas eles não me usam.
— A gente não se acertou – ele fala
— Não? – eu pergunto encarando ele e eu falo rindo – porque ela mentiria?
— A gente conversou depois, ela me disse naquela noite que iria embora e que era para eu seguir a minha vida – ele fala – que ela iria embora.
— Ela disse isso? – eu pergunto para ele.
— Naquela noite eu me dei conta, que eu não era mais apaixonado por ela – ele fala me encarando – e eu me dou conta disso toda vez que ela se aproxima de mim e eu só consigo pensar em você.
— Você realmente acha que vou cair nesse seu papinho de traficante apaixonado cãozinho acabandonado? – eu pergunto para ele e ele começa a rir.
— Teimosa – ele fala se aproximando de mim – você sabe que sente o mesmo por mim.
— Ódio, raiva – eu olho para ele e ele se aproxima – pode ser que um pouco de atração, t***o – ele abre um sorriso.
— Alana mentiu – ele afirma – para você.
— Ela sabe de nós dois, ela me disse isso esses dias , logo que se mudou para casa.
Ele fica pensativo.
— Eu jamais te usaria – ele afirma – eu juro. – eu o encaro – se for preciso para você acreditar em mim, eu termino com a Alana o que não existe mais entre nós dois, para você realmente ver que eu estou falando a verdade.
Capítulo 66
Sampaio narrando
Eu olho para Ester e ela me encara, nesse momento não queria pensar em Alana, essa história eu resolveria depois.
— Eu posso te ajudar mas vai ter uma condição – ela fala
— Qual?
— Nem você e nem eu vamos ficar com o dinheiro da minha herança – eu a encaro – ela vai ser doada para todos os funcionários das empresas que meu irmão faliu, é dinheiro suficiente para eles todos.
— Combinado – eu respondo e ela me encara.
— E eu quero um aumento – ela fala – de 20 para 30mil, isso é troco para você.
— E o nosso acordo será apenas entre nós dois, ninguém vai poder saber.
— E seu tio?
— Não sei se confio em Joca suficiente – ele fala me encarando.
— Eu não acho que Joca é traidor – ela fala – talvez ele seja apenas um pouco invejoso por você ter ficado no comando, mas ele é fechamento com você. Essa é a minha opnião.
— Patricia – eu falo – eu matei a Patricia.
— Você fez o que? – ela pergunta
— Ela estava levando informação para Marcos e no dia da morte de Barbara, ela abia que não poderia chegar na entrada do morro e ela chegou com a minha filha.
— Ela estava sozinha com ela?
— Não – eu falo – Alana estava junto, mas quando eu cheguei, Barbara estava sozinha, só depois Alana chegou e Patricia depois dela.
— Mas elas não estava juntos?
— Alana disse que Barbara se assustou e saiu correndo – eu falo
— Não conte para Alana e nem se separa dela – eu a encaro
— Porque?
— É estranho, você não acha, ela te negar o tempo todo e agora do nada, ela querer ficar com você? – ela pergunta
— Alana não faria nada contra a minha filha , a nossa filha. Ela era uma mãe maravilhosa – eu falo – e eu posso afirmar isso com todas as letras.
— Não estou dizendo que não, eu também acredito que ela também seja – Ester fala – mas, ela sempre te culpou por tudo, será que a raiva dela não foi alimentada pela irmã? Se a Patricia foi x9, vai saber o que não colocou na cabeça da irmã. Eu acredito que a Alana não seja uma pessoa r**m, mas talvez queira vingança pela morte da filha.
Eu encaro Ester e ela se encosta contra o balcão e a gente se encara e eu fico pensando no que ela disse, na Alana e em tudo.
— Essa história toda fica ainda mais confusa – eu falo – você está certa, eu não vou me separar de Alana, vamos manter nosso acordo em sigilo.
— É a melhor coisa a se fazer nesse momento – ela fala – vamos nos evitar, até mesmo para que ninguém ache que estamos tramando algo, conversando ou com i********e. Mas quando você for m***r meu tio, eu quero está junto, o dinheiro da minha herança será doado para os funcionários.
— E você vai fazer o que? – eu pergunto para ela
— Tomar o rumo da minha vida – ela responde.