Mais um capítulo para vocês meus amores ❤️
CAPÍTULO 3 - G R A C E
A faculdade era linda, grande, espaçosa e organizada. Depois da minha matrícula, o coordenador me levou para dar uma volta por ela. Heitor sempre ao meu lado, sempre relembrando dos momentos da época dele.
— Hey, Grace — me virei ao escutar meu nome. Quando olhei, vi algumas colegas minhas. Elas me deram tchau e me chamaram.
— Pode ir. Eu vou falar com o diretor — Heitor disse.
Caminhei até minhas colegas, que lamentaram a minha perda, mas como boas colegas, logo mudaram de assunto.
— Então vai mesmo estudar aqui? Vai ser tão legal. — Vitória diz.
— Sim. Eu irei. Estou bem ansiosa. — digo.
— Não faça inveja a suas amigas com aquele casado divino da Gucci — Anna disse rindo.
— Eu irei te dar aquele casaco. — ri.
— Isso é uma promessa — ela ri e me abraça — Vem, vamos andar pela faculdade. Seremos colegas de classe, Aliás. — Anna diz
— Mesmo? Que legal. E você, Vitória?
— Contabilidade — ela dá de ombros.
Fomos para a cantina da universidade onde compramos um sanduíche natural.
— E quem é aquele que estava com você? — Vitória pergunta — Que gato.
Ergui uma sombrancelha e a encarei.
— Ele é meu Tutor. Heitor era melhor amigo do meu pai — digo.
— E porque você nunca falou que ele era um gato? — Anna perguntou e novamente não gostei.
— Porque eu o vi umas das vezes e foi a distância, e eu quase não morei em LA sempre. Esqueceram que passe quase minha vida toda em Londres? — falei
— Ah. Entendemos — Anna sorri. — Faz tempo que não nos vemos. Conta como é Londres — ela sorri docemente e as duas ficam atentas ao que vou falar.
— Londres é perfeito. Um lugar lindo, romântico também, dependendo das pessoas e dos lugares , com um ótimo clima. Eu amo Londres e penso em futuramente comprar uma casa lá pra quando eu quiser ir, possa ter onde ficar. Aliás, eu tenho amigas maravilhasas lá, e minha segunda melhor amiga mora em Londres e estudou no colégio interno junto comigo.
— Mesmo? Conta mais — vitória diz.
— Todo final de semana eu ia para a casa dela. Os pais dela são amáveis. Íamos para shopping, para o parque municipal. Em fim.
— Queremos conhecer Londres também — elas dizem — Ouvi falar que os britânicos possuem uma voz irresistível.
— Sim. Eles possuem uma voz grossa e elegante. — eu respondo.
— Uau! — Eles dizem juntas. — E como é o nome da sua segunda melhor amiga?
— Angel. Estou com saudades dela.
— Quem sabe não fazemos uma viajem todas nós juntos. Aproveita e Chama Jenny. Faz tempo que não vejo ela — Vitória diz.
— Pode deixar — sorri e deu uma mordida no meu pão.
— E eu serei convidado? — Meu corpo tremeu ao escutar aquela voz. Não um tremor bom, mas r**m. Deixei o pão no prato e me virei, encarando o cara que estragou uma parte da minha vida, mas eu também fui culpada.
— Hugo. — Vitória falou o encarando sério — O que você quer?
— Então você voltou — Ele não respondeu Vitória, apenas me encarava.
— Não. Eu sou a irmã gêmea da Grace. — falei com sarcasmo e vi quando Vic e Anna riram.
— Sempre engraçadinha. — ele diz e cruza os braços.
— Se não se incomoda, estamos conversando e não queremos a sua presença — falei cruzando os braços também.
— Não perguntei se queriam. — ele disse — Fugiu da última vez.
— Eu te odeio. — falei o empurrando.
— Odeia? — ele me puxou pelo braço para um canto. — Mas eu lembro bem como gemia.
Gemia de dor.
— Para. Me solta — digo entre dentes. — Você é um covarde.
— Então irá estudar no mesmo colégio que o seu ficando?
— Para, Hugo. — Briguei — Você mentiu pra mim, me iludiu.
— Eu não fiz nada disso — ele diz com a maior mentira do mundo.
— Se você não me soltar, eu vou gritar. — Falei olhando para minhas colegas, que talvez pensassem que estávamos tendo apenas uma discussão de ex ficantes.
Sim, eu e Hugo estávamos ficando ano passado. Tudo aconteceu quando eu peguei férias do colégio e vim para LA. Começamos a ficar, e como todo homem covarde que se faz de príncipe para ter mulher na cama, com ele não foi diferente, e foi assim que Hugo fez comigo. Eu pensei que ele era o namorado da minha vida, e acabou que aconteceu entre nós dois. Era pra ser uma primeira vez perfeita se ele tivesse me tratado bem, mas não o fez.
Não sou virgem, e não se assustem com isso. Aconteceu!
Não acabou nada bem.
Eu fui tão i****a e infantil, mas esse meus erros só me fazem ser mais forte.
— Grita que eu conto pra todo mundo quem foi seu primeiro. Logo eu? O cafajeste da turma?
— Você não presta. Eu tenho nojo se você — digo e me solto rápido de seu aperto, dando logo depois um t**a em seu rosto. Ele fica sério, mas logo depois sorri com sarcasmo. Saí rápido de perto dele. Vic e Anna correram para perto de mim
— O que ela falou?
— Ele é um i****a, apenas isso. Não sei se ficarei ainda nessa faculdade.
— Ele está no último ano dele, Grace. Não saia daqui por causa desse traste.
— Não sei se vai dá. Quero ficar longe dele.
— Vamos ficar com você aqui. Ele não vai se aproximar. Ele quer voltar, é isso? Que cara chato. Será que ele não entende que você não quer mais nada com ele.
— Pois é — eu disse não querendo falar o real motivo da mini discussão.
— Vai trocar a frauda seu b****a — Vitória gritou para ele e depois nós três saímos dali.
De longe eu vi Heitor caminho em minha direção.
— Que gostoso — Vic disse.
— Muito — Anna falou.
— Ele tem namorada — respondi cortando o barato das duas.
— Vamos? — perguntou e sorriu para as meninas.
— Olá.
— Oi — elas responderam juntas. Babando em meu Tutor.
— A gente se vê nas aulas, meninas — digo me despedindo. Heitor e eu caminhamos pelos corredores, e quando vejo, Hugo também estava vindo em nossa direção.
— Olá, Grace — ele Sorriu — Quanto tempo.
Como ele era falso.
— Hugo...
— E você? Quem é? — perguntou para Heitor que o encarou seriamente.
— Grace é minha amiga — Heitor diz e sorri pra mim. — E você quem é?
— ex namorado dela — ele diz e eu engulo em seco
— Não somos ex namorados — corrigi.
— Claro que somos. Terminamos ano passado.
— A gente precisa ir — eu falei tocando na mão de Heitor e ele pareceu que entendeu.
— Vem, Grace — ele disse não respondendo mais Hugo. O deixamos no vácuo.
— —
— Saiba que ele é uma péssima pessoa — eu falei entrando no carro.
— Você eram namorados?
— Nunca. Ficamos por um tempo... nossa. É desconfortável falar isso com você. Desculpe.
— Tudo bem se não quiser — ele diz. — Mas ele já te fez algum m*l?
— Muito m*l, mas é passado e eu não quero lembrar. Pode ser?
— Como você quiser. — ele diz — Eu também não gostei desse moleque.
— Ninguém tem motivos para gostar dele — digo fechando os olhos e tentando relaxar.
Chegamos em casa, Heitor saiu dizendo que vai trabalhar no escritório. Fiquei o olhando subir as escadas, a costa máscula, o andado... Lisa tem razão de sentir ciúmes. Eu também sentiria se tivesse um Heitor na minha vida.
— Olá, querida.
— Oi, Linda — sorri me aproximando — Aonde vai toda arrumada? — perguntei.
— Estou indo a Maywood visitar a minha irmã, mas amanhã cedo estou de volta. — ela se aproxima e beija meu rosto. — Heitor já sabe. Deixei comida pronta. Só falta esquentar.
— Ficaremos bem. Vai lá — sorri e toquei seu ombro.
Subi para meu quarto onde guardei meus documentos da faculdade. Peguei meu celular da minha bolsa, li algumas mensagens de grupos e amigos e lá estava uma mensagem de Jenny.
Jenny.
Como está sendo morar aí? Você está bem? Me mande o endereço, quero te visitar.
Mensagem para Jenny
Amiga. Desculpe-me por não mandar o endereço.
Passei o endereço para Jenny que marcou em vir me ver amanhã.
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Depois de um banho demorado, coloquei um vestido justo e confortável. Desci para a cozinha onde achei a comida que Linda deixou. Coloquei tudo no fogão para esquentar ou eu morreria de fome. O dia foi longo. Sentei-me na bancada e fiquei esperando a comida ficar pronta.
Meus pensamentos voaram para Hugo. Espero que ele não infernize a minha vida naquela faculdade. Estou com problemas demais, e mais um não está sendo bem vindo. Nunca está.
Passei tanto tempo pensando, que quando senti o cheiro de queimado dei um pulo do banco e corri para o fogão.
— Que d***a. — Falei desligando o fogo onde estava fritando o frango. Ficou totalmente torrado.
— Que cheiro de.. — Heitor começou a falar mas parou.
— Ai. Me desculpe, Heitor. Eu acabei me distraindo e... — não terminei pois ele me enterrompeu.
— Tá tudo bem, Grace. Isso acontece.
— Não. Eu preciso focar nas coisas que estou fazendo. Estou sempre no mundo da lua — falei levando a panela para a pia. Eu estava um pouco estressada. — Olha o que eu fiz? Eu estraguei a nossa janta... me desculpa....
— Hey — ele se aproximou e segurou meus braços — Foi só um acidente, Grace. Ninguém se machucou. Não se estresse por isso. Podemos pedir uma Pizza, uma sobremesa....
— Sobremesa?
— É. Não sabe? Eu sempre peço.
— Desculpa mesmo. — falei e suspirei — Tá. Então pedimos uma pizza e um sorvete de baunilha?
— Eu acho ótimo.
— Tá. Eu vou arrumar isso aqui e não tente me impedir.
— Não tentarei — ele sorri e sai da cozinha. Sorri para ele que já estava indo para sala. Sim, Heitor é uma pessoa maravilhosa, calma, educado. Ainda não achei nenhum defeito nele. Espero que seja assim até eu sair daqui e pegar um rumo. Quero apenas conviver em harmonia com ele.
Depois que arrumei a cozinha, fui até a sala onde encontrei Heitor sentado no sofá. Me juntei a ele.
— Já fiz o pedido. Pizza pequena de calabresa e sorvete de baunilha.
— Onde fez o pedido do sorvete?
— Na sorveteria do Franco. Eles fazem entrega também, mas o sorvete sai mais caro por conta do frete.
— Achei bem interessante isso de entregar a sobremesa.
— É sim — ele diz e sorri. Ficamos nos olhando um bom tempo até eu desviar e sorri de lado.
— Você não parece nuncar ter essa idade. — ele puxa assunto.
— Mesmo?
— Sim. Você parece ser mais velha. Suas atitudes, o modo como conversa. É incrível.— ele diz.
— Todos me falam isso. Talvez minha mãe errou na data do meu nascimento. — ri e ele também.
— Você tem um super sotaque britânico. Eu acho muito bonito. — ele diz e liga a TV.
— Você foi a primeira pessoa a notar, eu acho. Passei tempo demais em Londres. — respondi.
— Eu já fui em Londres algumas vezes a negócios.
— Gostou de lá?
— É bom, mas prefiro LA.
— Você não tem cara de trinta. — falei também puxando assunto.
— Tenho cara de bebê? — ele pergunta rindo.
— Não... Você é lindo assim... Eu... — parei de falar pois só tava saindo m***a. — Eu não quis dizer isso... ah meu Deus... não que você não seja bonito. Eu só...
— Ei... calma — ele sorriu tocando minha mão, e novamente o choque veio.
— Toda vez que você toca na minha mão eu sinto algo. — tomei coragem querendo entender o que é aquilo.
— Eu tamb.... — ele parou de falar e tirou sua mão da minha — Mesmo? E o que você sente?
— Não sei. Um choque. Não sei se é a ligação — eu digo olhando agora em seus olhos.
— Talvez seja... — ele responde e a campa bate. Ele se levanta meio estranho e vai até a porta. — A pizza chegou — diz colocando-a na mesinha da sala.
— Eu vou tomar vinho. Você quer suco ou refrigerante?
— Eu também quero vinho — digo erguendo a sobrancelha.
— Não — ele diz e cruza os braços — Você não tem idade — ele diz e vai até a cozinha, pegando o vinho, duas taças e uma um refrigerante médio.
Eu me levanto e caminho com passos lentos até ele.
— Eu já fiz tantas coisas com essa idade que você não imagina. Um vinho não chega nem perto — digo pegando a taça de sua mão e pegando o vinho também.
— Não me diga. Que tipo de coisa você fez com a sua idade?
— Não é d***a ou nenhum vício. Não pense besteira — digo colocando vinho em nossas taças — Outras coisas que não prejudicam ninguém, e nem a mim também, mas que no ver de algumas pessoas é errado. E de fato foi — falei dando de ombros.
— Estou curioso — ele diz pegando a taça e sorrindo de lado — Marcus sabia? Ou Rosely? — Não vai me contar?
— Não a primeira pergunta e não a segunda pergunta — eu digo abrindo a caixa de Pizza e pegando uma fatia. — Uau... que delícia — falei me sentando. Ele pegou a pizza e se sentou ao meu lado.
— De fato a Pizza de lá é a melhor — sorri. — Não vai me contar das suas travessuras? Tenho que confessar que você não é mais nenhuma criança.
— Exatamente. Eu não sou criança. Sou uma adulta. Idade não quer dizer nada. — falei com o nariz em pé. — Você só é doze anos mais velho que eu.
— Só doze anos? Só? Você diz "só"?
— Sim. Só doze anos — falei terminado a primeira fatia.
Comemos a pizza inteira e depois só ficamos no vinho. A campa bateu novamente e era o sorvete dessa vez.
— Linda ficará orgulhosa em saber que sobrevivemos sem ela — sorri e ele correu até a cozinha pegando duas colheres.
— Ela vai sim. Vamos saborear isso aqui agora — ele diz abrindo o sorvete e comendo uma colherada — Aliás, você bebeu muito vinho. É melhor parar.
— Você também — digo e nós dois começamos a rir feito bobos. De fato bebemos muito vinho.
— Sorvete com vinho é tão bom — ele diz bebendo mais uma taça e comendo sorvete. Fiz a mesma coisa e fechei os olhos saboreando a combinação do vinho e do sorvete. Quando abri-os novamente e olhei para Heitor, ele me olhava sério, mas não pra mim, mas pra minha boca.
— O que foi?
— Nada... é... uhun... isso é ótimo — ele diz olhando para a TV e eu fiz o mesmo, mas não foi uma boa ideia. Bem na hora que viramos, a Fox estava passando um filme de romance quente. Engoli o sorvete envergonhada. Eles estavam fazendo s**o. Não aparecia eles nus, mas dava de entender tudo. — Cadê o controle? — Heitor perguntou agoniado e eu comecei a rir.
— Não sei. Você quem ligou a TV. — eu disse
— Eu não tô achando — ele diz procurando.
— Calma, Heitor. Eu já estudei s**o em biologia , OK? Isso não é novo pra ninguém — eu disse levantando e pegando o pote de sorvete.
— Para onde você pensa que vai com o pote de sorvete? — pergunta se aproximando.
— Você está ocupado demais preocupando o controle. Nunca viu uma cena de s**o na vida? Nunca fez s**o na vida?
Ele me encarou de boca aberta e sorriu nervoso.
— Essa conversa parou por aqui. — diz e vai até a TV onde desliga com tudo. — Do que você tá falando? — ele pergunta.
— Não se faça de Bobo. Me trate como uma adulta que você acabou de dizer que eu sou.
— Tá... agora me dá esse sorvete aqui — ele diz se aproximando e puxando o sorvete, mas eu seguro com força e n**o.
— Eu quero também — digo
— Você comeu mais — ele rebate e puxa.
— Não. — falei e puxei com força, e um pouco do sorvete voou em mim. Eu acabei caindo sentada no sofá , e toda melada. Meus cabelos estavam um nojo. — Olha só — falei olhando raivosa para ele. — Foi sua culpa. Não quis dividir o sorvete comigo — eu disse.
— Minha culpa? Você não queria dividir. Você queria só pra você. — Ele falou
— Você me paga — falei levando o sorvete e me aproximando dele.
— Não pense que deixarei você me melar. A culpa foi sua. — falou.
Ele saiu correndo e subiu as escadas. Eu corri atrás dele , mas não tão rápido como ele, mas consegui empurrar a porta do seu quarto e entrar. Eu fechei com a chave e acendi a luz que clareava apenas a metade do grande quarto.
— Heitor! Aparece. Eu vou sujar você de qualquer forma. Não te falei que sou bem vingativa?
Vejo quando ele sai do closet e corre até a porta, mas a porta estava trancada e a chave comigo.
— A chave está bem aqui — falei mostrando para ele e rindo.
— Vamos lá, Grace. Isso não é justo. — ele diz se aproximando, mas quando ele ia pegar a chave, eu me desviei e ele caiu na cama. Bem rápida, eu corri e subi encima dele, o prendendo com minhas pernas.
— Agora eu te peguei — falei colocando a mão dentro do sorvete e indo em direção ao seu rosto. Heitor foi mais rápido e se sentou na cama, segurando minhas duas mãos com uma só mão sua, e a outra ele segura minha cintura me deixando bem perto dele. Eu estava presa. Parei de rir e respirei fundo, sentido meu corpo reagir a aproximadade. O pior de tudo, foi que meu vestido se abriu e minha calcinha roçava sua masculinidade que estava dura. Ele apertou mais ainda, fazendo acontecer o roçar novamente. Heitor se vira na cama, me deixando por baixo e segurando minhas mãos acima de minha cabeça.
— Agora eu te peguei — ele disse sorrindo e logo ficou sério. Eu juro que eu adoro os olhos dele — Que tal me ensinar de s**o já que você sabe tanto?
Puta que pariu! Ele não é o santo que eu achei que fosse, mas eu também não sou. Eu estava sentindo prazer, e era bom.
— Te ensinar? — pergunto erguendo uma sombrancelha.
— A atração ente nós é nítido, não é?
— É — sussurrei. Agora ele poderia conhecer minha outra parte. A quem eu estava tentando enganar? — Você me quer?
— Quero — ele sussurrou e olhou para meu corpo — p**a que pariu. Quero muito.
Eu me ergue um pouco e tirei meu vestido, ficando apenas de calcinha. Eu não usava sutiã. Heitor ficou encarando meu corpo inteiro, ofegando, e******o. Era notável.
— Gosta do que vê? — pergunto e toco sua mão , a levando para meus s***s.
— O que a gente tá fazendo? — ele pergunta em gemido. Heitor soltou minhas mãos e avançou em minha boca, chupando meus lábios em um beijo devasso, s****o, gostoso. Sua boca devorava a minha em uma dança rápida de lábios e língua. Sua boca era macia, ágil, e estava com um gosto ótimo. Nunca ninguém me beijou daquela forma. Vejo quando ele enfia sua forte mão dentro do pote de sorvete e espalha o sorvete pelo meu corpo. Sua boca quente suga minha barriga, umbigo e vai subindo até chegar nos s***s onde suga e morde. Eu segurei seus cabelos o mantendo ali, fazendo aquele trabalho divino.
— Heitor — gemi seu nome sem querer. Ele sugava meus s***s e apertava ao mesmo tempo. Sinto quando uma de suas mãos descem por minha barriga e entram em minha calcinha molhada. Seus dedos apertam meu c******s , massageando e fazendo acontecer uma explosão de prazer. Quando seu polegar ia descendo, chegando na parte boa, o seu celular toca e nos tira da nossa loucura. Ele levanta atordoado, ofegando , vermelho pela adrenalina. Ele corre até seu celular e atente.
— O que? Você tá aqui? Eu vou abrir a porta pra você — Heitor diz e desliga. — É Lisa. — ele fala nervoso. Eu pulei dá cama e me vestir rápido, um pouco envergonhada.
Só um pouco.
— O que a gente fez? — ele perguntou passando a mão pelos cabelos.
— Atração. Sabe o que é isso? É isso que tempos um pelo outro..
— Seu pai confiou em mim — ele diz e passa novamente a mão no cabelo.
— Não pense dessa forma, Heitor. Eu sou grande e sei fazer minha escolhas — digo percebendo que estou suja.
— Você não entende, Grace... — ele diz e vejo quando ele retira o lençol suja de sorvete dá cama. — Você ... Eu... Eu sou seu Tutor.
— Você é meu amigo.
— Amigos não transam
— Você que pensa — falei saindo do quarto e batendo a porta com força. Vejo quando ele sai também e me olha. — A gente foi longe demais mesmo — Falei , mas desejando-o aqui comigo. Fui para meu quarto com o propósito de tomar banho. Tirei a roupa com força, com raiva por aquela nojenta da Lisa ter atrapalhado. Se eu disse que aquilo que eu tive com Heitor não foi bom, estarei sendo a pior mentira do mundo.
Liguei a banheira, mas antes eu entrei no chuveiro para retirar o sujo. Limpei meu corpo do sorvete de Baunilha, que ainda ficou com um cheiro doce e bom.
Meus pensamentos voaram para Heitor e Lisa. Ela deveria estar no maior love com ele agora.
O que eu estou pensando? Que burra eu sou!
Desliguei o chuveiro e me virei, e o susto que eu levei quando vi Heitor foi grande.
— O que você tá fazendo aqui? — perguntei pegando a toalha — Cadê Lisa?
— Que se dane a Lisa — ele diz puxando a toalha e entrando dentro do box onde me tira do chão, me enroscar em sua cintura e me lasca mais um beijo quente.
Não tenho dúvidas de como isso terminará, e eu quero.