HEITOR.
Cheguei na empresa e fui logo para a sala de reuniões. Meus dois irmãos estavam lá. Enzo mexia no celular, e Magno olhava algo no computador. Magno era o irmão do meio, mas era o mais responsável. Seu jeito sério até assustava as vezes, mas ele era um ótimo irmão. Enzo era o mais novo dos homens e mais saidinho.
— O que estão fazendo?
— Os caras estão chegando — Magno avisa — E como está Grace? Ela me parece uma boa pessoa.
— Ela é doce, amável, carinhosa, engraçada, ela é...
— Perfeita. A gente entendeu. Você nunca deu essas características para Lisa. — Enzo diz todo engraçadinho.
— Lisa está me enchendo o saco esses tempos. Acredita que ela não queria que eu aceitasse ser tutor de Grace?
— Nossa! Sério? Você já percebeu que você namora uma cobra? — Enzo pergunta.
— Ela só deve estar com ciúmes. — digo.
— E por acaso você está dando motivos para ela? — Magno pergunta sem me olhar — A propósito, Grace é linda.
— Ela é sim. — digo.
— Você está mesmo ciente que você tem uma grande responsabilidade nas mãos?! — Magno diz todo preocupado.
— Está com um problema, isso sim. Não no sentindo r**m, mas no sentindo bom. Olha pelo lado bom, você deu todas essas qualidades para ela, além disso, ela é super gata e simpática.
— O que você tá querendo dizer? — pergunto.
— Eu não estou querendo dizer nada. Você não tem nada a perder. Já pensou em tirar uma casquinha da ruiva? — Enzo pergunta e eu reviro os olhos rindo. Não é surpresa sair aquilo da boca do meu irmão. Enzo é louco.
— Você fala besteiras demais, sabia? Eu sou tutor dela. Acha mesmo que eu vou pegar ela? Eu tenho namorada, Enzo.
— Ele está jogando com você — Magno diz e Enzo começa a rir.
— Você ficou nervoso. Por que está tentando se justificar? — Enzo pergunta rindo.
— Eu não estou tentan.... — paro de falar e me levanto. — Não vou cair no seu jogo. Vou pegar café. Alguém quer?
— Eu queria o número da Grace. Você tem? — ele pergunta rindo e eu dou o dedo do meio pra ele.
— Nem se eu tivesse — respondo e saiu da sala.
Depois das reuniões, me ausentei da empresa para matrícular Grace na faculdade. Estacionei o carro no portão da minha casa, e de longe vejo Grace saindo. Usava uma saia azul de seda, blusa branca por dentro, e uma botinha marron clara. Que Marcus me perdoe, mas eu não resisti em olha-la dos pés a cabeça. Era linda.
— Oi — ela sorriu e entrou dentro do carro. — Estou ansiosa.
— É mesmo? — perguntei. Senti seu cheiro suave dentro do carro. Olhei de relance para a saia um pouco curta, e novamente amaldiçoei-me por ter feito isso. Enzo colocou asneiras demais na minha cabeça.
— Sim. Muito. — respondeu empolgada. Eu juro que eu não queria, mas meus olhos desceram para a pele macia dela. Era notável que sua pele era macia. Na vez que eu a abracei, pude sentir sua costa nua em minha mão.
Fica na sua, Heitor de baixo. — pensei. Eu queria me socar por estar me excitando ao lado dela. Ela não estava fazendo absolutamente nada, mas eu estava e******o.
Marcus, me perdoa.
Tentei me concentrar no caminho para a faculdade, mas não deu muito certo.
O que tá acontecendo comigo?
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