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Devotos do sangue

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Blurb

Quatro almas. Um pacto. Um destino selado em sangue e luxúria. ínicio dos anos 2000. Sob o glamour decadente do rock, a noite governa.

Nikolas Raven é um astro idolatrado e um vampiro antigo, vazio, obcecado pela ideia de se tornar deus de um novo mundo. Dalilah Blackwood, jovem musicista à margem, ignora sua herança mágica até que o sucesso a coloca em seu caminho.

A paixão que nasce não pertence a dois, mas a quatro. Cassandra, uma bruxa do caos que sangra para conjurar, e Dante, o antigo amante de Nikolas, fecham o círculo.

Presos em um vínculo poliamoroso onde amor, desejo e poder não se dividem, se acumulam, os quatro enfrentam um destino trágico quando a Morte vem reivindicar as duas bruxas e antigos inimigos surgem.

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Entrevista com o vampiro
Romance vampiresco em dinâmica poliamorosa. Nikolas Raven, Dalilah, Dante e Cassandra. Minha alma vaga por mundos obscuros de dinastias destruídas e reconstruídas, buscando compreensão Por isso, canto essa canção. Para os braços da morte eu deveria ter partido? Agora vivo de sangue, depois de conhecer o prazer da vida apenas na mordida. Eu juro... Eu sou um vampiro! — Eterna Tormenta: Sangria 🦇🦇🦇🦇🦇🦇🦇🦇🦇🦇🦇🦇🦇🦇🦇🦇🦇 Luzes. Câmeras… Ele estava inquieto no sofá. O belo rapaz, de maquiagem pesada, ou o que parecia ser maquiagem, estava sentado na poltrona vermelha, de frente para a apresentadora. — 5… 4… 3… 2… 1. Ação! — gritou o diretor. — Bem-vindos, fãs de rock. Estou aqui com ele, o vocalista vampiro e líder da banda Sangria, Nikolas Raven. Você se diz um vampiro em suas canções, Nikolas. Nos conte… isso é verdade? O belo homem pálido, sentado à frente da apresentadora, abriu um sorriso. — Claro que não. Mas vende bem o conceito, porque todos querem um m*l sedutor. — brincou, com o microfone erguido na mão direita, enquanto coçava o pescoço com a esquerda. — Seus fãs sempre reclamam ou ficam impressionados com o quanto você leva a sério essa persona de vampiro, já que seus encontros para autógrafos só acontecem após o pôr do sol. Assim como todos os eventos com você. Enquanto o resto da banda Sangria aparece na Comic Con ou em eventos durante o dia, você nunca surge. Sua aparição é sempre depois do pôr do sol… confesse: isso é para aumentar o mistério, não é? E nós amamos isso. — brincou a apresentadora. Nikolas se forçou a sorrir. As presas apareceram. — Claro. É como você diz… — entrou na brincadeira. A apresentadora analisou as presas, assustada. Nikolas percebeu a tempo a microexpressão dela, a boca entreaberta, os olhos arregalados, e rapidamente apontou para os dentes. — Meu dentista também precisa fazer um bom trabalho com isso. Ela relaxou, abaixando os ombros antes tensionados. Nikolas pôde respirar aliviado. — Todos idolatram você. É quase como o Lestat, dos livros de Anne Rice… mas vamos confessar: bem mais melancólico e muito menos megalomaníaco. Você sente que está imitando os livros ou apenas criou esse conceito por…? A expressão dele saiu da profunda e incômoda apatia. Os olhos escuros se iluminaram, e ele segurou o microfone com mais convicção, como só fazia quando ia cantar. — Na verdade, Melinda, ler os livros dela foi o que me deu a ideia disso tudo. Eu gosto muito daquela obra e da narrativa filosófica dos imortais dessa autora. Ela é quem melhor capta nossa agonia. Foi aí que tive a ideia do conceito: um vampiro astro do rock. O que faz muito sentido. Quero algum dia conhecê-la e agradecer. Ela entende bem nossa dor… quer dizer, como retratar o sobrenatural de forma tão realista? — disse, empolgado. A apresentadora nunca o vira tão vivo. Melinda era sempre quem o entrevistava, e nunca entendeu por que ele sempre lhe concedia entrevistas exclusivas. — Nossa! Um astro do rock leitor e bom exemplo, para variar. Não sabia que isso era possível. Você parece gostar muito dos livros dela… — analisou. — As pessoas precisam de algo sobrenatural e mágico em suas vidas. Acho que a autora capta bem a essência de Nova Orleans e dos seres imortais. Além do vampiro Lestat, da Rainha dos Condenados, amo Entrevista com o Vampiro também, que é basicamente o que estamos fazendo agora. Ele brincou, e a entrevistadora sorriu. Continuou, hiperfocado: — Apesar de o segundo filme baseado nos livros, A Rainha dos Condenados, não ter me agradado muito. Mas as obras de Rice são impecáveis e eu as recomendo para quem deseja conhecer a agonia de ser imortal. A apresentadora estudou Nikolas com seriedade. — Se existissem mesmo seres imortais… o que você acha que eles sentiriam ao escutar suas canções? — Talvez se sentissem menos sozinhos. — respondeu num suspiro exausto, que por alguma razão soou como a última respiração de um velho decrépito à beira da morte. Ele acrescentou: — Uma vida amaldiçoada é o destino dos vampiros. O único conforto é a arte, que ilustra o tempo perdido. Quando as monarquias ou os mundos que esse imortal conheceu já foram destruídos tantas vezes, no fim, só restam a arte e a história. Nada além disso. Tudo é nostalgia. A apresentadora, sentindo a tristeza palpável no rosto dele, tentou animá-lo. — Você tem uma banda e milhões de fãs que te amam, Nikolas Raven. Seus CDs vendem milhões, seus clipes passam constantemente em todos os canais de música da TV a cabo… ainda assim, você se sente solitário? Nikolas abriu um sorriso melancólico. A apresentadora encarou seus olhos tristes e vazios com uma piedade indescritível, como quando sua avó morria no hospital. Às vezes, Melinda sentia que entrevistava um cadáver que ganhava vida momentaneamente. Ele abriu e fechou a boca, segurando o microfone. — Você pode simplesmente não responder, se isso dói tanto. — disse ela, de repente, com uma empatia que toda a equipe estranhou. Nikolas a olhou, grato. Então conseguiu formular: — Sinto-me sozinho por causa de um fardo que carrego. Um demônio interior que anda sempre comigo. Não porque meus fãs ou minha banda não ajudem, claro que ajudam. Eles se tornaram a razão do meu viver nesta era. Mas há algo em mim que drena tudo o que deveria ser feliz. Fama, dinheiro e poder podem parecer bons, mas são vampiros muito piores do que os da ficção. Sinto que minha alma amaldiçoada passa constantemente por círculos de piedade e racionalidade, seguidos de violência desenfreada e selvageria. A música me ajuda a exorcizar um pouco esses demônios. — Nós é que somos gratos por, mesmo em meio à sua tormenta, você nos presentear com uma banda maravilhosa e músicas fenomenais — respondeu a mulher, que não tinha fama de ser gentil e se alimentar de polêmicas para confrontar convidados. — Sei que pode parecer questionável, mas você é bem diferente de qualquer astro do rock que já entrevistei. Sexo, drogas e rock and roll… sinto que esse nunca foi seu estilo ou lema. — Não, nunca. — respondeu Nikolas. — Apesar de querer, sim, ser adorado como um deus. Não vou mentir. — confessou. — Agora você pode me repreender e puxar minha orelha, como faz com todos que passam pelo The Night Stars. Melinda negou. — Você apenas acredita que a adoração é a única forma de suprir o vazio que sente. Nesse caso, é perdoável, Nikolas. Sei que não sou conhecida por perdoar astros do rock que vêm ao meu programa… mas, com você, sempre sinto que converso com alguém mais velho e sábio, que teme a solidão. Você me lembra da minha avó. Ela é idosa e morre de medo de morrer sozinha, por isso vive chamando as enfermeiras aos gritos. Sinto que seus gritos de dor, nas músicas, são uma forma de pedir para não estar sozinho. Os olhos dele se encheram de lágrimas. Nikolas as conteve. Não podia chorar sangue em rede nacional. — Ainda assim, sou malvado — advertiu. — Entendo. Claro. Um vampiro. — disse ela, pensativa. — Não costumo adular astros do rock, pelo contrário, sinto prazer em mostrar como abusam do poder, mas sempre pego leve com você porque te vejo além disso: um artista de verdade. Isso é raro. É sempre um prazer te receber. — O prazer é sempre meu, Melinda. — Corta! — alguém da produção gritou. Melinda analisou o jovem astro sentado no sofá, diante da mesa. — Pode parecer estranho, Raven… mas assim que minha avó te viu numa foto de jornal, pediu para te conhecer. Sei que é um favor pessoal, mas você poderia ir comigo visitá-la…? — Sim. Vai ser um prazer rever a Lucy… — respondeu Nikolas prontamente. A apresentadora o encarou, surpresa, braços cruzados junto ao peito, olhos azuis arregalados. — Rever? Como você sabe o nome da minha avó? — questionou, transtornada. Nikolas negou com a cabeça. Como poderia dizer que a avó de Melinda fora sua amada? — Por favor, leve-me ao hospital onde sua avó está internada, para que eu possa prestar-lhe meu respeito.

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